Os resultados negativos na gestão dos recursos da saúde, são de acordo com o levantamento da FGV (Fundação Getúlio Vargas) justificados pelo mal desempenho na administração do setor em cidades de pequeno porte. Pelo estudo, elas teriam dificuldades em aplicar bem o dinheiro da saúde. Os secretários de Saúde das cidades vizinhas a Franca, discordam e contestam o resultado.
Para o secretário de Saúde de Rifaina, Antônio Carlos Marcelino, 40, a saúde da cidade é considerada de primeiro mundo. Ele disse ter médicos 24 horas e defende a boa administração exercida pela administração atual. “O governo manda 15% das verbas para saúde e o prefeito gasta cerca de 28%. Nosso prefeito não desampara ninguém e faz uma ótima administração”.
Em Restinga, o secretário Moisés Radaeli acredita que o maior problema do município é em relação aos gastos com transporte, considerados altos, porém defende a região. “Os municípios menores investem muito bem o dinheiro, às vezes até mais do recomendado”.
Daniel de Faria, secretário de Saúde de Itirapuã, disse ainda que o Estado não repassa o valor que deveria e acredita em melhores resultados, caso o dinheiro fosse enviado diretamente para as prefeituras. “Franca sempre recebeu dinheiro para atender a região, mas nunca soubemos quanto cabe ao município. Nunca tivemos o controle. Se o repasse passasse para o município passaríamos a gerenciar esse dinheiro”.
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