A região administrativa de Franca é a sétima pior do Estado de São Paulo em eficiência nos gastos com a Saúde, aponta um estudo inédito feito pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) que analisou as 15 regionais do Estado. São consideradas eficientes as regiões que prestam mais e melhores serviços gastando menos.
Para classificar cada região, a Fundação criou o indicador de eficiência, que nada mais é que uma nota que varia de 0 a 1, levando-se em conta o acesso da população à rede pública (medido através do número de óbitos que ocorrem em hospitais), a incidência de doenças infecciosas na população (calculada com base nas internações hospitalares por elas provocadas) e o orçamento investido pelos municípios na área da Saúde.
A região de Franca recebeu 0,51 de nota, o que equilave dizer que ela atinge pouco mais da metade dos atendimentos e da qualidade que deveria apresentar com os gastos efetuados (o estudo não traz os valores absolutos de gastos), ficando na nona posição no ranking estadual. A colocação ruim da região no estudo deve-se, principalmente, ao índice de acesso aos serviços de Saúde, medido com base nos locais de óbito dos habitantes. Quanto maior o número de pessoas que morrem dentro de hospitais ou unidades de saúde, a Fundação considera que mais fácil é o acesso do cidadão aos serviços.
A região de Franca, segundo o levantamento, tem um índice de acesso ao sistema abaixo da média do Estado. Aqui, 72% dos óbitos que ocorrem nas cidades são dentro de alguma unidade de saúde. A média do Estado é de 80%. Isto mostra que o atendimento hospitalar de Franca e municípios vizinhos está ineficiente. Na regional de Ribeirão Preto, o índice é de 79%, um dos maiores entre as regionais paulistas. No Brasil, o resultado não atinge 70%.
Quando o assunto é internações por doenças infecciosas, a posição da região melhora, mas ainda assim fica abaixo do ideal, pois o resultado equivale a eficiência das ações preventivas para evitá-las. A regional obteve índice de 3,86 internações por doenças infecciosas para cada mil habitantes. Registro, a primeira do ranking, teve índice de 1,62 internação para cada mil pessoas.
O secretário de Saúde de Franca, Alexandre Ferreira, não quis comentar o estudo feito pela FGV, mas disse considerar boa a qualidade dos serviços prestados em Franca. “O atendimento aqui é muito bom, já na região não posso falar por ela. Em Franca, criamos acessibilidade e temos a prevenção como carro chefe. As pessoas que procuram atendimento, encontram, por isso somos referência”.
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