Buenos Aires: tradição e encantamento


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Beleza e cultura - Fachada da Casa Rosada, sede do governo argentino, divide espaço com cafés instalados em galerias como a existente na Av. Santa Fé
Beleza e cultura - Fachada da Casa Rosada, sede do governo argentino, divide espaço com cafés instalados em galerias como a existente na Av. Santa Fé
Feriadão em Franca. O que fazer? Entre as possibilidades, viajar para um país vizinho. A Argentina é um dos mais próximos e atraentes destinos para os brasileiros. Conhecer uma cultura diferente é sempre prazeroso, mas nossos “hermanos” são mestres na arte de receber bem. Ávido pelo programa, um grupo de 25 francanos se dispôs a pagar US$ 708 (cerca de R$ 1.650) por pessoa para passar três noites e quatro dias em Buenos Aires, com serviços da Metha Turismo. Empresários, profissionais liberais, aposentados e três profissionais do Comércio da Franca - Sônia Machiavelli, presidente do Conselho de Administração, Sérgio Marques, editor de Esportes, e Fabiana Diniz, assistente de marketing - seguiram animados para a capital argentina no último dia 26 de novembro. Doze horas depois, o aeroporto de Ezeiza foi o local do desembarque. Um rápido deslocamento levou o grupo ao centro de Buenos Aires, pro- ximidades do Obelisco, monumento situado na Avenida 9 de Julho. A via é a mais larga da capital. Uma lei obriga que ela tenha seis pistas e 144 metros de calçada a calçada, um paraíso para bares, cafés, restaurantes e principalmente turistas, que passam horas no consumo de petiscos em mesas espa- lhadas pelos locais. O Obelisco é apenas um dos inúmeros monumentos distribuídos pela cidade. Os argentinos têm predileção especial pelo culto à memória. Até Juan Manuel Fangio - argentino cinco vezes campeão da Fórmula 1 em oito temporadas disputadas - tem uma estátua em frente ao prédio da montadora Mercedes-Benz. O city tour foi o programa da sexta-feira. Alejandro Fernandes, agente argentino que cuidou do grupo na capital do país vizinho, apresentou os pontos turísticos. Destaque para o Bairro La Boca. Autêntico e cheio de vida, o espaço é marcado por casinhas multicoloridas e voltadas aos estrangeiros interessados em adquirir suvenires. Com apenas 100 metros de extensão, a Rua Caminito reúne a grande complexidade do que foi a imigração de gregos, iugoslavos, turcos e italianos, sobretudo genoveses. Todo tipo de manifestação artística pode ser encontrada no local. No bairro de origem portuária nasceram cantores, poetas e artistas plásticos. É lá que fica o Estádio do Boca Juniors, o La Bombonera, um dos mais tradicionais clubes de futebol da Argentina. Sua construção começou em 1923 e seu nome se deve a sua forma retangular, parecida com uma caixa de bombons. Em razão do espaço reduzido, o arquiteto José Luiz Delpini resolveu construí-lo com três anéis verticais de forma que o torcedor presente na arquibancada de cima tem de olhar para baixo se quiser ver o jogo com clareza. Hoje, seu exterior possui afrescos do pintor Pérez Celis, que procurou retratar a paixão dos torcedores. Visitar o Estádio tem preço: 20 pesos (R$ 14). [FOTO2] As praças de Buenos Aires são locais cheios de vida e encantamento. É comum haver manifestações políticas, esportivas e artísticas. Uma das mais impressionantes fica no Bairro Recoleta. Na praça das Nações Unidas existe uma flor metálica cujo sistema elétrico permite que suas pétalas sejam abertas ou fechadas de acordo com o horário. Não muito distante, o cemitério da Recoleta abriga o túmulo de Evita Perón, a Basílica Nuestra Señora del Pilar, inaugurada em 1732 e que abriga um museu com peças representativas da arte barroca. Diante da Praça Intendente Alvear, está outra feira de artesanato. Quer pintar seu retrato em plena rua? O local é ideal. Há artistas de todos os tipos. Os generosos gramados são lugares perfeitos para uma das atividades mais apreciadas na cidade: levar o cão de estimação para “esticar as pernas”.

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