Comentários


| Tempo de leitura: 2 min
Prezado Edward de Souza (colunista deste Comércio). Infelizmente, amigo, estamos todos no mesmo barco, e a miséria que ora se observa em Santa Catarina é um exemplo do que pode acontecer com qualquer pessoa, inclusive com os que hoje são mendigos. A ruína de uma cidade pode ser mensurada pelo número de carentes, não acha? Sejamos solidários! Não consertaremos o mundo, mas conseguiremos aliviar essa culpa que bate em nós todas as vezes que nos deparamos com a miséria alheia, como se fôssemos responsáveis. Sempre ouvi dizer para não dar esmola, que eu criaria um dependente a mais, que os coitados se aproveitam, mas eu não gostaria de estar na pele deles de forma alguma. Ademais, já institucionalizamos a esmola num tal de ‘Bolsa família’. Confesso, seu artigo me emocionou (leia em http://www.comerciodafranca. com.br/materia.php?id=37683). Silvana Boni de Souza São Paulo - SP ***** Certa vez me vesti de Papai Noel para dar presentes aos meus sobrinhos. Foi tudo programado. Coloquei aquele enorme saco de presentes nas costas e fiquei escondido na rua atrás de um carro, aguardando um sinal para uma entrada triunfante dentro de casa com “Hô, hô, hô” e tudo o mais. Mas foi ruim. Tive, naquele dia, a maior decepção da minha vida quando dezenas de crianças da vizinhança me abordaram, ainda na rua. Vi olhos cheios de esperança, faces de plena inocência, todas falavam ao mesmo tempo que me esperavam. Eu via que os pedidos delas não eram condizentes com os rendimentos de seus pais, mas acreditavam que seriam atendidas. Não sei se pediram para nascer, se seus pais uniram as genitálias apenas para seus prazeres imediatos, mas eram reais e estavam lá. Me senti a mais inútil das criaturas, a mais ridícula naquela fantasia que para mim tem mais a ver com o consumismo do que com o espírito de Natal. Sem nada a fazer, disse a que fossem para suas casas e aguardassem. Eu era um personagem irreal lidando com personagens da vida real. Refleti muito a respeito do acontecido. Continuei triste quando desempenhei meu papel diante dos meus parentes, mas nunca mais me vesti com essa fantasia ridícula. Não sei, na verdade, o que ela representa ou não. Valentim Miron Franca - SP

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários