Sapateiros querem 17% de reajuste e piso de R$ 740


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EM DISCUSSÃO - O presidente do Sindicato dos Sapateiros de Franca, Paulo Afonso Ribeiro, comanda assembléia com os trabalhadores, ontem à tarde, para discutir pauta de reivindicações
EM DISCUSSÃO - O presidente do Sindicato dos Sapateiros de Franca, Paulo Afonso Ribeiro, comanda assembléia com os trabalhadores, ontem à tarde, para discutir pauta de reivindicações
Os sapateiros de Franca aprovaram ontem a pauta de reivindicações que será apresentada ao Sindicato das Indústrias de Calçados da cidade na próxima semana e que dará início às negociações relativas à data-base da categoria, 1º de fevereiro. Entre as principais reivindicações estão o índice de reajuste salarial de 17%, e o piso de R$ 740, além de 220 horas a título de participação nos lucros e resultados das empresas. A lista também inclui outros benefícios, como cesta básica, convênio médico, transporte gratuito, melhorias nas condições de trabalho e combate ao trabalho infantil, totalizando mais de cem itens. O presidente do Sindicato dos Empregados nas Indústrias de Calçados, Paulo Afonso Ribeiro, informou que as reivindicações serão entregues ao sindicato patronal na quarta-feira, 17, para que os empresários possam avaliá-las e marcar uma reunião para o começo de janeiro. “Esperamos que até o final de janeiro, já tenhamos uma proposta de acordo”, disse. Segundo ele, para elaborar a lista, o Sindicato consultou a categoria diretamente nas fábricas e tomou como base os índices do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócioeconômicos), que estima o salário mínimo ideal em R$ 2.014 e prevê que a inflação fique em torno de 17% nos 12 meses relativos à data-base dos sapateiros. “Queremos 5% de aumento real, 5% de produtividade e a reposição da inflação, que deve ficar em cerca de 7%, e queremos que o piso seja fixado em 36,7% do salário mínimo ideal sugerido pelo Dieese, ou seja R$ 740,41”. PRESENÇA Apesar de representar cerca de 26 mil profissionais e ter 6,7 mil associados - de acordo com o presidente - a reunião, que ocorreu na sede do Sindicato, contou com cerca de 60 trabalhadores. O presidente acredita que os próximos encontros, ainda sem data definida, atraíam mais profissionais. “No começo pouca gente se interessa, mas com o tempo a presença aumenta porque a pauta de reivindicações vale para toda categoria, inclusive aqueles que não são sindicalizados e que também são representados pelo Sindicato”. No ano passado, as negociações começaram com proposta de 15% de reajuste e piso de R$ 630, mas terminaram com reajuste de 7% e piso de R$ 520.

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