Assaltantes roubam R$ 43 mil de encarregado financeiro


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NA GARAGEM - Carro em que o encarregado financeiro estava na hora do assalto.
NA GARAGEM - Carro em que o encarregado financeiro estava na hora do assalto.
Dois bandidos roubaram R$ 43 mil do encarregado financeiro de uma fábrica de sapatos no começo da tarde de ontem. Por volta das 12h15, os assaltantes, vestidos com roupas sociais e usando uma moto, abordaram EP que entrava com seu carro na garagem de uma casa vizinha à sua, na Rua Ângelo Paludeto, no Bairro Santa Maria do Carmo. O dinheiro seria utilizado no pagamento dos funcionários da empresa. O encarregado financeiro tinha acabado de sair de uma agência do Banco do Brasil, onde retirou o dinheiro. “A gente paga a quinzena e o salário, em dinheiro, na fábrica. Hoje, nada, nada. Vinte e cinco funcionários vão ficar sem receber”, disse EP. De acordo com o rapaz, ele chegou à rua em que mora, abriu o portão da casa do vizinho, onde habitualmente guarda o carro, e, ao entrar na garagem, percebeu que uma moto havia parado e um dos homens descido do veículo, armado com uma pistola 9 milímetros. Sua reação foi dar marcha a ré no carro, o que teria assustado o assaltante, que atirou contra a vítima. “Foi um instinto. Acho que na hora eu tentei fugir, mas quando ele deu o tiro eu parei. Estava metade do carro para dentro da garagem.” O projétil transpôs o banco de passageiros do carro. Depois do tiro, o assaltante teria enfiado a mão dentro do carro, puxado o braço da vítima e pego os malotes onde estava o dinheiro. “Ele me puxou o braço, arrancou o relógio e pegou o dinheiro que estava em dois pacotes, um com notas menores e outro com as mais graúdas (sic)”. Já com os pacotes na mão, o ladrão ainda teve tempo de tirar a chave do contato para evitar que a vítima o seguisse. SEM PISTAS EP disse não ter observado a fisionomia do assaltante, que estava sem capacete. Também não sabe as características da moto em que os dois estavam. “Eu não vi nem como eles estavam vestidos porque nem deu tempo. Não lembro nem do rosto do rapaz que estava sem capacete. Quem viu foram os vizinhos que depois do tiro saíram para a rua e viram que eles estavam bem vestidos”. [FOTO2] O encarregado financeiro disse não acreditar que alguém possa ter informado os assaltantes sobre a quantia que carregava. “Eu acho difícil porque além de mim, só meu patrão e meu pai sabiam que eu ia descontar essa quantia de dinheiro na fábrica”. Para ele, a maior probabilidade é a de que os assaltantes o estariam observando no banco. “Eu acredito que eles deveriam estar dentro do banco vendo a gente sacar esse dinheiro, porque a gente sempre saca essa quantia ou valor menor”. A ocorrência foi registrada no 3º DP (Distrito Policial) e o encarregado financeiro foi ouvido ontem mesmo pelos investigadores Marcos Euclides e Renato.

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