Crise ameaça 4 mil empregos na região


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Os efeitos da crise financeira internacional já são sentidos pela economia da região de Franca. Em Batatais, Patrocínio Paulista, São Joaquim da Barra e Cristais Paulista, demissões de funcionários, redução na produção e antecipação de férias coletivas já estão em prática ou em estudo para serem implementadas. Somente nas empresas consultadas, quase 4 mil empregos estão ameaçados. A crise não se limita a um setor específico. Atinge de grandes usinas processadoras de cana-de-açúcar a frigoríficos de abate de carne suína. O cenário é pior nos setores com grande dependência da liberação de créditos. Sem financiamentos, a Bertanha, que trabalha na produção de máquinas agrícolas para plantio, cultivo e colheita de grãos e cana em Batatais, demitiu 15% do seu quadro de 150 funcionários neste mês e não sabe até quando conseguirá manter as demais vagas. “As vendas diminuíram. Nossas concessionárias estão inadimplentes. A situação está ruim e não há boas perspectivas para 2009”, disse o superintendente Agenor Cancelier. A empresa dará férias coletivas de 26 dias. Antes os trabalhadores paravam somente na semana do Natal e Ano Novo. Especializada na fabricação de tanques e reatores de aço inox, a Plurinox, em Batatais, tem antecipado as férias dos seus funcionários e trabalhará todo o mês de janeiro com apenas metade da produção. O motivo é a paralisação de projetos de expansão de empresas compradoras deste tipo de equipamento. Responsável por 30 empregos em Cristais Paulista, a Camari Carnes Suínas sentiu uma diminuição de 5% nas vendas desse período. Em 2007, o frigorífico recebeu pedidos antecipados para atender os consumidores nas festas de fim de ano. Neste ano, o mesmo procedimento não ocorreu. “Esperávamos mais, mas o mercado retraiu. Estamos esperançosos por uma recuperação nas últimas semanas do mês”, disse o diretor José Camilo Mendonça. Em Patrocínio Paulista, a Premix, produtora de suplementos para o gado, também sofre com a queda nas vendas. Antes a empresa vendia em média nove toneladas mensais de suplementos. Agora, a média mensal passou para 6,3 toneladas. Com a conjuntura do etanol em situação preocupante, a Usina Alta Mogiana de São Joaquim da Barra tem freado os investimentos e contratações até que a situação se estabilize. Para 2009, a usina também não aumentará a área cultivada de cana-de-açúcar. “A conjuntura do etanol piorou nos últimos dias, por isso temos que barrar os investimentos, diminuir o volume de horas extras, tentar minimizar todos os tipos de custo para não dispensar funcionários”, disse o diretor comercial Luiz Gustavo Junqueira Figueiredo. A usina tem mais de 3 mil funcionários. Para o professor de economia e administração da Ulbra e Fatec, Daltro Oliveira de Carvalho, todas as empresas, não importa o setor, vão sentir ou já sentem a crise. “Houve queda no consumo e a tendência é piorar.” Carvalho diz que os setores de bens duráveis serão os mais afetados e só estarão salvas as empresas estruturadas antecipadamente. “Cautela agora é primordial”. MAIS Veja outras notícias e vídeos relacionados à crise no Blog do GCN na Web - http://gcncomunica.wordpress.com/novidades/especial-crise-economica-mundial/

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