Seria bem mais fácil para a mulher enfrentar a luta pela profissionalização se contasse com o apoio do poder público, já que não pode contar com a maioria dos homens, porque nem sempre eles aceitam dividir tarefas domésticas. A função de cuidar da casa e dos filhos continua sendo da mulher, mesmo trabalhando fora. Se as tarefas fossem divididas, casamento e filhos não seriam incompatíveis com a carreira feminina e poriam termo na sociedade patriarcal. O avanço das mulheres no mercado de trabalho depende da divulgação de novas carreiras e maior atenção aos talentos femininos, que são ignorados e desperdiçados. O mesmo princípio constitucional de igualdade e as normas de proteção ao trabalho feminino acabam por discriminar a mulher em relação aos aspectos biológicos, transformando-a em sexo frágil, o que não condiz com a realidade, porque quando as circunstâncias a transformam em chefe de família, a mulher consegue ser muito forte.
Rosa Santa Batista
Franca - SP
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