Presidente reconhece: ‘não havia guarda-vidas’


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MANUTENÇÃO - Funcionário limpa piscina do Internacional, esvaziada por determinação da polícia
MANUTENÇÃO - Funcionário limpa piscina do Internacional, esvaziada por determinação da polícia
Cinco dias após a morte do estudante Gabriel Antônio Posteraro Matias, 10, por afogamento, na piscina do Internacional Esporte Clube, na Vila Santos Dumont, o presidente do clube, Antônio Flausino da Silva Filho, 52, o Toniquinho, rompeu o silêncio e manifestou-se publicamente pela primeira vez. Contradisse declarações do Corpo de Bombeiros, afirmando que não há bomba de sucção no clube, e que na piscina não existe “ralo” e “grade”, mas sim um “cano” e uma “tampa”, atendo-se à terminologia das palavras. Toniquinho assumiu, ainda, que no momento do afogamento não havia guarda-vidas no local (o que é obrigatório por lei) e que desconhece a legislação (leia mais ao lado). No dia da morte de Gabriel, o capitão dos bombeiros Alexandre dos Santos disse que havia no local uma bomba de sucção, com 7,5 cavalos de potência, que poderia ter puxado e prendido o menino até a morte. “Ele só não foi para dentro porque o corpo não entrou, porque não passou. Entrou a mão, o antebraço, o cotovelo e parou na hora que entalou, que deu o diâmetro (do cano)”, afirmou. Para o presidente, o capitão está equivocado. Ele afirmou que na piscina do Inter a água vai para o sistema de filtragem por uma queda natural. “Ele (Alexandre) se enganou. Ele não sabe o que está acontecendo. Ele está imaginando que estava fazendo aspiração na piscina, em processo de sugar. Não tem isso aqui. O processo aqui é diferente”, disse. A bomba citada pelo bombeiro seria, segundo Toniquinho, apenas para jogar a água de volta para a piscina. O capitão Alexandre, na tarde de ontem, voltou a ressaltar que a bomba existe e deveria estar ligada no momento do afogamento. “Existe um ralo, que tem uma canalização que vai até uma bomba. Foi constatado que esta bomba ainda estava quente. Isso vai ser ser colocado no laudo policial e apurado pela Polícia Científica”. Sobre o fato da tampa não estar no cano, Toniquinho disse não saber o que ocorreu. “Estão dizendo que a tampa não estava lá e que o menino enfiou o braço. Agora porque a tampa não estava lá eu não sei. Quem tirou a tampa eu também não sei”, afirmou. “Ela normalmente não é fácil de se soltar. É presa por presilhas”, completou. [FOTO2] Questionado sobre a afirmação de quatro usuários do clube de que a tampa não se encontrava no ralo há pelo menos um ano, o presidente do clube foi evasivo. “Agora, o povo vai falar. O normal da tampa é no lugar dela. Ela foi comprada pra ficar lá, há mais de 20 anos”. Toniquinho disse que não falou antes sobre o afogamento porque estaria “abalado”. Afirmou também que só se pronunciou agora porque a imprensa teria ligado para um telefone que não existe mais e ele estaria abalado com o acontecimento. “Eu vi a matéria no jornal e fiquei doente, de cama. Eu não tinha nem condições de falar, em estado de choque. Não sabia o que fazia, o que pensar.” MAIS Veja complementos para esta matéria no Blog GCN na WEB: http://gcncomunica.wordpress.com/destaques-do-comercio-da-franca/

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