Presidente do clube desconhecia legislação


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O presidente do Internacional, Antônio Flausino da Silva Filho, confirmou, ontem à tarde, que não havia um guarda-vidas no clube no momento do afogamento de Gabriel. “Durante a semana, nas aulas, um guarda-vidas específico, não tem”. A declaração contrariou o que o próprio Toniquinho havia dito horas antes, no programa A Hora da Verdade, da Rádio Difusora, ao radialista Hélio Rodrigues. “Não sei se tinha um guarda-vidas específico para isso”. O presidente reconheceu, ainda, que não sabe da existência da lei estadual 2.846, que obriga a presença de um destes profissionais a cada 300 metros quadrados em piscinas de uso público. “Eu não sei, eu desco-nheço (a lei)”, disse. Antônio Flausino tentou justificar a ausência do guarda-vidas dizendo que haviam pessoas no clube que poderiam ter retirado o garoto da piscina antes da chegada do Corpo de Bombeiros no local. “Em volta, lá na hora, com o movimento que tem o clube, tinha muita gente com capacidade de tirar uma criança de dentro da água”, disse o presidente. Questionado se as pessoas a quem se referiu seriam funcionários do clube, ele disse que não, mas sim freqüentadores e pessoas que estariam próximas ao prédio. “Agora, todo mundo fala. O vizinho do lado falou que se tivesse (sido) chamado ele iria. O pintor que estava trabalhando em frente falou ‘me grita que eu vou lá e tiro o menino’. Tinha muita gente dentro do clube e na rua. Eles entraram em pânico. São pessoas que estavam lá, funcionários do clube ou não”. Questionado se com a morte de Gabriel o clube contratará um guarda-vidas para ficar na piscina, a resposta foi evasiva. “A gente nem sabe. Nós estamos atordoados até agora. A piscina está em manutenção porque a esvaziamos (por determinação da perícia) e ela demora 20 dias para encher. Vamos encher e pensar no que vamos fazer e esperar a apuração da Polícia Científica”. MAIS Veja complementos para esta matéria no Blog GCN na WEB: http://gcncomunica.wordpress.com/destaques-do-comercio-da-franca/

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