Setor detém mais de 40% dos empregados


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Além de ter mão-de-obra com pouca qualificação e lidar com um produto, no caso o calçado, com baixo valor agregado, o setor industrial de Franca também sofre por ter muitos trabalhadores. São 30.157 empregados, número maior que a soma dos setores da construção civil e do comércio. O total corresponde a 43% dos empregados com carteira em Franca. Em comparação a outras cidades de mesmo porte, fica à frente de Bauru, Santos e São José do Rio Preto. Hélio Braga Filho, professor pesquisador do Ipes (Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais) do Uni-Facef, diz que o fato da indústria local ter o emprego concentrado na indústria calçadista contribui para a existência de uma média salarial baixa. “O peso é relevante, pois são muitos trabalhadores com salários de pouca expressão”. Braga lembrou também que para produzir veículos, aviões e eletrodomésticos exige-se maior qualificação, assim menos trabalhadores estarão capacitados para exercer determinadas funções. “No calçado é diferente, a mão-de-obra é semiqualificada e sempre haverá alguém disponível para substituir o outro trabalhador. Para piorar, a empresas são de pequeno porte e não têm como oferecer altos salários”.

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