Basta uma volta no horário do almoço pelas fábricas do Distrito Industrial para perceber que os trabalhadores das indústrias calçadistas de Franca não estão satisfeitos com os salários que recebem, mas sabem entender porque isso acontece.
Sapateira há mais de 18 anos, Lizonete da Silva Lima Araújo, 37, diz que é preciso o trabalhador do setor se valorizar mais no momento de ser contratado, porém diz compreender que a situação do desemprego motiva aceitar o que aparece. “Se eu não estou satisfeita com o meu salário, há muita gente que aceita trabalhar até por menos. Isso é ruim para quem está empregado”, disse.
Sua colega de trabalho Salatiana de Assis, 31, disse também que a rotatividade de empregos no setor contribui para esse cenário. “Muitas empresas dispensam os funcionários no fim do ano e depois quando começam a receber os pedidos, recontratam com apenas o aumento do sindicato. Você perde o aumento em cima do salário antigo”.
Para Hélio Braga Filho, uma das saídas é a mão-de-obra melhorar sua qualificação. “É preciso se especializar e se tornar quase que exclusivo”.
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