O presidente do Sindicato das Indústrias Calçadistas de Franca (Sindifranca), José Carlos Brigagão, disse, ontem à tarde, que a opinião do presidente da Fiesp reflete a situação atual. Brigagão acredita que o setor de calçados sofrerá um forte impacto nos próximos seis meses.
“Pelas informações que disponho, vamos ter problema de crescimento, não há dúvida. Em 2009, o primeiro semestre será fortemente atingido, embora acredite que com menos impacto que outros setores, como o de bens duráveis, por exemplo”, afirmou. “A melhor análise será feita a partir de março, quando voltarmos das férias nas indústrias”.
Brigagão disse que sua opinião não deve ser confundida com a afirmação de Arsênio de Freitas, presidente da Fenafic (Feira Internacional de Couros, Máquinas e Componentes para Calçados), feita durante palestra do consultor Zdenek Pracuch no auditório do Grupo Corrêa Neves de Comunicação, no início da semana passada.
Freitas, na ocasião, disse que a crise não chegaria a Franca por se tratar de um problema que atinge alguns países, isoladamente, sem conexão com a economia brasileira. “Creio que ele (Freitas) foi precipitado. No podemos confundir pessimismo com realismo. A situação está aí para todos verem”, disse.
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