Eu não sou seu


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“Duvido de tudo. Desconfio de todas as mulheres. Diariamente revisto as roupas e as coisas dele. Cheiro tudo, até as cuecas, à procura de um perfume diferente. Ligo para os números desconhecidos que estão registrados no aparelho dele. Ele sabe, reclama e a gente briga muito por causa disso, mas é um impulso quase incontrolável”. O depoimento é de uma jovem francana de 24 anos que prefere não ser identificada e que chamaremos de Maria*. Ela é casada há mais de cinco anos e disse que sempre foi assim. “Com o passar do tempo, fui ficando cada vez mais ciumenta, mas em compensação aprendi a me controlar mais. Apesar de viver bancando a detetive, nunca encontrei nada. Queria que fosse diferente, porque eu sofro muito. Já cansei de passar as noites chorando, imaginando coisas...”. Esse tipo de comportamento não é incomum. Provavelmente você já se sentiu assim ou teve um namorado ou uma namorada que enchia seu saco com esse tipo de coisa. Mas será que ser mordido pelo bichinho do ciúme é normal? Será que o ciúme é o tempero do amor realmente? Para o médico psiquiatra José Alberto Toso, o ciúme geralmente está ligado ao medo da perda e a problemas de auto-estima. “O tipo mais comum e ameno, uma boa terapia resolve. Para isso, basta o paciente procurar um psicólogo. Mas quando ele extrapola a realidade, quando a traição não existe, porém a pessoa acredita que sim e começa a ver sinais de que é verdade... aí, a coisa se torna patológica, um transtorno delirante em nível paranóico”, explicou. Segundo ele, nesses casos, é necessário associar remédios à terapia. Ainda de acordo com o médico, o transtorno emocional, que chamamos de ciúme, não evolui da mesma forma em todas as pessoas. “Para que ele se torne patológico, você precisa ter uma predisposição genética para a doença. Então, nem todas as pessoas que são ciumentas ficarão paranóicas”. E outra: “Quem sofre com os delírios não reconhece que está doente e não procura tratamento. Nesses casos, a família tem de ajudar”. Já para a violência que vemos em alguns casos, a explicação seria a alteração das funções fisiológicas e associação com outros problemas, como o alcoolismo. “A pessoa deixa de dormir e comer e fica totalmente entregue”, finalizou Toso. Você lembra de nossa amiga Maria? Ela acredita que não precisa de tratamento e não se imagina fazendo terapia. E você, o que acha? CASO CLÁSSICO Otelo é uma das peças mais famosas do escritor inglês William Shakespeare, que viveu no século 16. E, assim como Romeu e Julieta (também de sua autoria), conta uma história de amor com fim trágico. Resumindo bastante, a trama é a seguinte: o general mouro Otelo, casado com a bela Desdêmona, torna-se governador de Chipre, na Europa, e nomeia o tenente Cássio como seu auxiliar principal. A decisão provoca a inveja de Iago, um homem cínico que almejava o cargo. Para se vingar, Iago passa a envenenar Otelo com suas palavras, insinuando que a mulher o trai com o tenente. Totalmente descontrolado, o mouro a esgana. Em seguida, descobre que tudo não passou de uma armação. Arrependido, ele crava um punhal no próprio peito e cai sobre o corpo da amada. Na página, você encontra outras histórias de complicadas relações que chegaram às telonas. *nome fictício MAIS Veja curiosidades e extras no Se Liga no Blog! - http://seligafranca.wordpress.com

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