Dise esclarece assalto em fábrica no Distrito


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A Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) elucidou, na última semana, um assalto realizado em uma fábrica do Distrito Industrial no mês passado. Utilizando escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, o objetivo da especializada era prender uma quadrilha de traficantes. Durante as investigações, descobriram que os marginais, além de vender entorpecentes, praticaram o roubo à indústria. Outra revelação é que um funcionário da empresa foi quem passou as informações para que o assalto acontecesse. A ação só não deu certo porque os bandidos erraram o horário e não levaram valores relevantes. O “grampo” flagrou uma semana de conversas entre RES, funcionário da Calçados D’Calle, o traficante AC, 29 - tido como homem forte do PCC (Primeiro Comando da Capital) no controle da distribuição de drogas em Franca - preso na semana passada por tráfico -, e outros dois bandidos ainda não identificados. Eles esperavam levar R$ 40 mil da fábrica, mas no dia 21 de novembro, dia do crime, o dinheiro não estava no local e os bandidos conseguiram somente cartões, talonários de cheques - ambos bloqueados depois do roubo - e R$ 400 em dinheiro. “Eles deram o bote errado”, disse o soldado Ferreira, da Polícia Militar, que atendeu a ocorrência. Durante o processo de gravação e degravação das conversas, os agentes da Dise, que por terem uma equipe reduzida - quatro investigadores e um delegado - trabalharam no caso até nas horas de folga, perceberam que RES, funcionário de D’Calle, manteve várias conversas com AC e também com outros marginais cujos telefones estavam grampeados. RES falava qual seria o melhor dia para que a empresa fosse atacada. “Estávamos monitorando a quadrilha de traficantes e descobrimos que eles planejavam um assalto. O funcionário da fábrica estava passando detalhes do dia de pagamento para um traficante e seu comparsa”, disse o delegado Pedro Luiz D’álaqua. RES foi autuado, mas responderá ao inquérito em liberdade. DUAS QUADRILHAS Outra revelação curiosa das escutas é que RES combinou o assalto com AC, mas quando já estava tudo certo, procurou outros marginais. Quando descobriram, os chefes dos dois bandos se irritaram. “Eu vou para cima dele (RES) com força”, disse AC, nas gravações. O outro bandido disse que RES havia sido “deselegante” em passar o assalto para dois grupos diferentes. Assustado, o funcionário da D’Calle prometeu para o marginal “arrumar outro carro (local)” para ser assaltado. Apesar da promessa, AC não poderá comandar o roubo. O traficante foi preso na madrugada do dia 29, junto com um comparsa, por tráfico e associação. Agora, responderá também por assalto a mão armada e formação de quadrilha.

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