Ministério combate informais com fiscalizações intensivas


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‘ESTOU FELIZ’ - A artesã Celina Ferrete Rosa vende tapetes, panos e toalhas na Praça Dom Pedro I. Ela diz que já desistiu de formalizar o negócio, após tentar por duas vezes abrir uma loja
‘ESTOU FELIZ’ - A artesã Celina Ferrete Rosa vende tapetes, panos e toalhas na Praça Dom Pedro I. Ela diz que já desistiu de formalizar o negócio, após tentar por duas vezes abrir uma loja
O Ministério do Trabalho de Franca tem um programa de combate à existência de trabalhadores informais no mercado. Mesmo sem informar números, o gerente regional do MT, Jamil Leonard, diz que o total de informais na cidade é grande, principalmente no fim e começo de ano. É nesta época que ocorrem as demissões e muitos trabalhadores passam a receber o seguro-desemprego. Somente no mês de outubro, dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) mostram que 4.682 pessoas perderam o emprego, a maioria na indústria. “A alta rotatividade de empregos no setor industrial favorece a informalidade dos trabalhadores. A pessoa começa a receber o seguro-desemprego, mas logo arruma outro emprego e ela não tem interesse de legalizar a situação. Fica bom para ela e para o novo empregador”, disse Leonard. Outro fator apontado pelo gerente do MT, como favorecedor dos trabalhos informais na cidade, é a terceirização de serviços. “As fábricas terceirizam principalmente o pesponto, que contribui para a precarização do trabalho”. No combate aos informais, o Ministério aumentou as fiscalizações e instaurou um termo de ajuste de conduta entre as empresas que terceirizam serviços e as contratadas. “É uma forma de fechar o cerco e evitar que as pessoas trabalhem de modo informal”, disse Jamil Leonard.

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