Você é do tipo que sofre horrores para emagrecer alguns quilos e ganha tudo de volta rapidinho depois de “enfiar o pé na jaca” em um único fim de semana? Ora, não se preocupe, porque você é normal. O efeito ioiô ou sanfona é natural e acontece principalmente com quem perde peso muito rápido. O mais interessante, no entanto, é o porquê.
Assim como um carro precisa de álcool ou gasolina para se movimentar, o corpo humano necessita de calorias para queimar. Na verdade, “kcal” é a unidade física que representa a energia que todos os alimentos contêm. Para funcionar, você tem de consumir uma quantidade “X” de calorias, chamada de taxa metabólica basal.
Esse número é calculado levando-se em conta sua idade, peso e altura. Quando você consome calorias a mais que o necessário, seu corpo armazena um pouco para casos de emergência. Esse excesso vai direto para aquele pneuzinho que você tanto odeia. Isso porque lá existem células de gorduras formadas especialmente para a função. Quando essas células ficam muito cheias, elas se dividem e vão se multiplicando...
Aí, um belo dia, você decide fazer regime. Quando você começa a ingerir menos calorias do que o que seu corpo precisa, ele vai começa a gastar as reservas e esvaziar as células de gordura.
Aqui, só há um problema: elas não desaparecem, apenas murcham. E se você resolve fazer aquela dieta de fome, a situação fica ainda pior. Seu paranóico organismo imagina que você está passando algum tipo de privação e trabalha para impedir que você emagreça mais. Fica tentando fazer com que engorde e volte a seu peso original!
Como? Entre outras reações, seu metabolismo fica mais lento e o controle do apetite e da saciedade, que é feito através de hormônios (grelina e PYY, respectivamente), deixa de funcionar direito. Enfim, é um complô generalizado. De acordo com o endocrinologista Júlio César Batista Lucas, não adianta procurar alternativas milagrosas.
“A maioria dos jovens que vêm ao consultório esperam que eu prescreva um remédio mágico, mas isso não existe. A solução é perder peso a médio e longo prazo, com um plano alimentar que combine com você. A manutenção é ainda mais difícil e, na maioria das vezes, tem de ser acompanhada por atividades físicas. Caso contrário, no primeiro churrasco de fim de ano, você já engorda tudo de novo”.
A boa notícia é que você não tem de brigar com seu organismo a vida inteira. Ele sempre tenta levar você de volta ao maior peso do qual ele se lembra. No entanto, essa “memória” é limitada.
Alguns especialistas trabalham com a regra de tantos meses quantos os quilos perdidos. Ou seja, se você emagreceu 20 quilos, terá que trabalhar duro 20 meses para manter o peso. Então, boa sorte!
PARA TURBINAR O EMAGRECIMENTO
Uma boa alternativa para enganar seu corpo é alterar sua taxa metabólica basal. O que significa que você pode manter ou perder peso comendo mais. Segundo o educador físico Luciano Aurélio Lopes, nesse caso, o melhor treino é um que combine exercícios aeróbicos e anaeróbicos. “Só fazer esteira não adianta.
Você precisa ganhar massa muscular também. Intercalando, por exemplo, corrida e musculação é possível acelerar seu metabolismo e continuar a queimar calorias até quatro horas depois de parar de malhar”, aconselhou Luciano.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.