Liberdade de expressão


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Um cidadão, ao fazer comentários referentes a algo com o que não concorda, está mais interessado em se fazer entender do que preocupado com erros de concordância e de gramática. É realmente necessário investimento em educação pública, pois nem todos podem se dar ao luxo de ter um pai bancário nem mesmo concretizar seus sonhos mais loucos, apesar de ser arquiteto. Não tenho condições de adentrar a Baía de Sidney e contemplar o magnífico Opera House, pois tinha que me preocupar em achar um desvio que me levasse para casa em menor tempo devido às obras do Córrego dos Bagres. Às vezes é melhor sentar-me em minha sala e ouvir ‘Concerto para Aranjuez’ e me transportar para um tempo remoto no qual poderia observar os belos jardins de Aranjuez sem me preocupar com o sentimento de repugnância que me causa a visão do ‘esqueleto’ próximo ao Póli. Todos os dias lemos coisas e vemos situações com as quais não concordamos, mas nem por isso devemos generalizar. Não sou tabagista, nem alcoólatra, raramente vejo televisão e quanto ao gosto musical, sou bastante eclético. Mas não é por não fazer uso desses produtos de consumo que irei concordar que se impeça acesso a quem os consumam e em conseqüência, a quem trabalha fornecendo. Intelecto, para mim, está em conhecer seus direitos, assumir seus deveres e principalmente, na liberdade de expressão. Quanto à forma com que os países desenvolvidos fazem suas leis é necessário que se observe que, lá, as leis são feitas para a população e em benefício da população e não para uma minoria que se julga capacitada a gerir os destinos de uma cidade, mascarando reais problemas e adiando soluções. A verdadeira revolução educacional está em entender todas estas nuances, que às vezes passam despercebidas da população tão ocupada em sobreviver ao dia-a-dia e nem sequer sabe se amanhã poderá ter um trabalho para se sustentar. E, de forma nenhuma, na obtenção de um diploma que às vezes nem sai do armário! Adilson Adriano Pinto Franca - SP

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