Garoto de 10 anos morre afogado durante aula de natação em escolinha da Prefeitura


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AFOGAMENTO - Piscina do Clube Internacional, na Vila Santos Dumont, onde Gabriel Posteraro Matias se afogou
AFOGAMENTO - Piscina do Clube Internacional, na Vila Santos Dumont, onde Gabriel Posteraro Matias se afogou
Uma criança de 10 anos morreu afogada, na tarde de ontem, logo após uma aula de natação - oferecida pela Divisão de Esportes da Prefeitura - na sede do Internacional Esporte Clube, na Vila Santos Dumont. O acidente ocorreu por volta das 16 horas, quando o estudante Gabriel Antônio Posteraro Matias, morador no mesmo bairro, pulou na piscina, cuja profundidade é de 1,5 metro, e teve seu braço sugado pelo ralo da bomba de filtragem da água. Pessoas que estavam no clube tentaram resgatá-lo, mas não conseguiram. Quando o Corpo de Bombeiros chegou ao local, o quadro já era irreversível. Gabriel morreu ao dar entrada no Hospital Unimed. A professora de natação Maria Cristina Limonta, que estava no clube na hora do acidente e cuidava de outra turma, de alunos menores e iniciantes, disse que foi uma fatalidade. Gabriel era aluno de AH, que acabara de terminar sua aula. Cada turma conta com 20 alunos. O menino, segundo Maria Cristina, nadava há dois anos e chegou a participar de competições. “Nós estávamos terminando a aula quando a criança deu um pulo e infelizmente teve a fatalidade de colocar o braço (no ralo) e ficar presa. Já havia encerrado a aula dele. Como eles sempre fazem, saíram e deram uma ponta. Isso é normal deles, que já sabem nadar”, disse. Ao perceber que Gabriel estava preso e que dois rapazes que viram a cena haviam pulado na piscina para salvá-lo, a professora AH teria ido pedir para desligar a bomba. Ela acionou, também, por telefone, o Corpo de Bombeiros. Enquanto isso, os rapazes que tentavam, em vão, soltar o braço do garoto. Gabriel só conseguiu ser solto com a chegada do Corpo de Bombeiros, pouco mais de cinco minutos após o pedido de socorro. “Eles chegaram e em cinco segundos tiraram o garoto”, disse Maria Cristina. Gabriel foi rapidamente encaminhado para o Hospital São Joaquim com afogamento de grau seis, o mais grave, e não resistiu, falecendo logo após chegar no hospital. A professora de Gabriel, AH, foi procurada pela reportagem na tarde de ontem, mas não foi localizada. Seu marido disse que ela estava abalada e dormia sob o efeito de medicamentos. Em nova tentativa de contato, já à noite, a informação é de que ela não estava em casa. O corpo de Gabriel será velado no salão da Igreja São Judas Tadeu. Até o fechamento da edição não haviam sido divulgados o local e o horário do sepultamento. RESPONSABILIDADES O ralo onde Gabriel ficou preso é protegido por uma grade. Após o afogamento, foi constatado que a grade estava solta, ao lado da tubulação. “O que constatamos é que o ralo estava destampado. Talvez até pela idade, em que tudo desperta a curiosidade, ele pode ter tentado ver o que tinha lá dentro. Jamais aquele ralo poderia estar destampado, ou (ser) facilmente destampado como foi”, disse o capitão dos bombeiros Alexandre Luiz dos Santos. Santos questionou, também, a ausência de guarda-vidas. “É importante dizer que existe uma lei estadual que determina a presença de guarda-vidas em piscinas de uso público. Agora (o caso) vai ser apurado pelas polícias Civil e Científica”, disse. [FOTO2] O gerente do clube, Luís Carlos Novato, disse que não estava no local na hora do acidente e que não sabia se havia um guarda-vidas na piscina. “Não posso te precisar se tinha salva-vidas, porque ele (Gabriel) estaria na responsabilidade dos professores”, disse. Questionado se o Internacional mantém o profissional regularmente, disse que “sempre tem um funcionário” no local. A chefe da Divisão de Esportes da Prefeitura, Marissol Gaudenzi, foi procurada pela reportagem, mas estaria em uma reunião em São Paulo. Já o delegado Benedito Carlos Quiodeto, do 2º Distrito Policial, disse que as causas do afogamento serão apuradas por seus investigadores.

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