Na casa humilde, a poucos quarteirões do clube, a família de Gabriel, cercada de amigos que não paravam de chegar para confortá-la, tentava assimilar a morte da criança. Os pais do menino estavam em estado de choque e não falaram com a reportagem.
O aposentado José Valentino Posteraro, 69, avô do garoto, disse que a única coisa que quer agora é que os eventuais culpados pelo caso sejam punidos. Inconformado, culpou o Internacional pela tragédia que tirou a vida de seu neto. “É falta de responsabilidade do próprio clube, porque não tinha segurança, que é o principal. Onde há crianças deveria ter segurança, um salva-vidas permanente, principalmente em um dia como hoje (em que seria realizado uma festa)”.
Outro ponto salientado por ele é em relação à bomba do filtro. Ele diz que não acredita que o neto tenha tirado a grade de proteção .
“Uma criança de 10 anos não iria conseguir tirar a grade. No meu pensamento, esta bomba não deveria estar ligada no horário em que crianças estivessem dentro da piscina”.
José Valentino disse ainda que um funcionário do clube o procurou, mas que ele não quis atendê-lo. “O clube veio, mandou um funcionário, que disse que a Prefeitura tinha tomado providência e tudo, mas eu não aceitei”. As providências da Prefeitura, segundo o aposentado, seriam relativas ao sepultamento de Gabriel.
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