Catadores sofrem com queda na renda


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Marina Aparecida Custódio Santos, 42, conhece os efeitos da crise em Franca. Viúva, ela mora com dois filhos no Recanto Elimar III e trabalha como catadora de papelão há 15 anos. Ganhava, até outubro, em torno de R$ 400 por mês. “Hoje não consigo mais do que R$ 200”. Ela não tem dívidas, porque as contas foram quitadas com a morte do marido. Consegue pagar as contas de água e luz, e não passa fome porque ganha doações. “As pessoas ficam com dó e ajudam”. Evaldina Ribeiro da Silva, 43 anos, trabalha com o marido e o filho de 18 anos com recicláveis há mais de quatro anos, enquanto outros dois filhos menores cuidam da casa. Assim como qualquer trabalhador, “Val”, como é conhecida, tem medo de ficar desempregada. “Da crise, a gente espera tudo”. O que as duas personagens retratadas na reportagem têm em comum com outras pessoas ouvidas pela reportagem do Comércio é o otimismo. Elas acreditam que os recicláveis voltarão a ser bom negócio em 2009.

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