A Pastoral do Menor e da Família, que mantém desde 1987 uma unidade de reciclagem no Distrito Industrial, enfrenta sérias dificuldades com a crise das sucatas. A entidade foi obrigada a vender o único caminhão da coleta para pagar rescisões trabalhistas. O advogado e gestor administrativo da unidade, Geraldo Luciano da Silva Filho, 63, admite: se não houver melhoras até o primeiro trimestre de 2009, ela pode fechar.
A reciclagem da Pastoral é a única da região que possui prensa industrial de papéis e papelão. Em média, R$ 8 mil eram arrecadados mensalmente até outubro. Os recursos tinham como destino uma creche do Jardim Aeroporto 3 com 350 crianças e os 76 menores infratores internados na Fundação Casa de Franca. Hoje este valor não chega a R$ 3 mil.
Outra entidade em dificuldades é a Cooperfran (Cooperativa dos Catadores de Recicláveis de Franca e Região). A direção da entidade procura soluções para pagar os 35 cooperados. Em caixa, ontem, ela só tinha R$ 4 mil, ou, menos de R$ 115 para cada participante.
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