Começa julgamento de comparsa de Telini


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NA CADEIA - Luciano Gonçalves, em imagem de arquivo de fevereiro deste ano, sendo preso pela polícia de Franca; após ficar foragido, voltou para a cadeia no mês passado
NA CADEIA - Luciano Gonçalves, em imagem de arquivo de fevereiro deste ano, sendo preso pela polícia de Franca; após ficar foragido, voltou para a cadeia no mês passado
Começa na tarde de hoje o julgamento de parte do bando de criminosos ligados à advogada Adriana Telini, foragida desde fevereiro. O primeiro a ser apresentado na audiência será Marcelo Esteffen Russo, o “Sassá”, acusado de participar da tentativa de latrocínio contra um casal de comerciantes. O namorado de Adriana, Luciano dos Santos Gonçalves, foi preso no último dia 15 em Campinas (veja texto ao lado), mas sua presença no Fórum de Franca hoje não está confirmada. Os outros dois acusados pelo crime, a própria Adriana e Robson de Souza Rocha, o “Robinho”, continuam foragidos. Na audiência de hoje - primeira de uma série - deve ser apresentado o inquérito e serem realizadas oitivas de testemunhas ligadas ao caso. Uma das testemunhas a serem ouvidas hoje é o autor do inquérito que gerou o processo, o delegado da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), Márcio Murari. “Foram colhidas provas da participação de todos eles e espero a condenação”. A tentativa de latrocínio ocorreu no dia 22 de janeiro, quando dois homens, apontados como sendo Sassá e Robinho, assaltaram um casal de comerciantes no cruzamento das Ruas Marechal Deodoro e Estevão Leão Bourroul, próximo ao local onde funcionava o escritório da advogada e de onde as vítimas tinham acabado de sair. Eles levaram R$ 100 mil em jóias, que estavam em uma maleta. O comerciante, segundo a polícia, teria reagido e sido baleado no pé por Robinho. Sassá, acusado de pilotar a moto durante a fuga, foi preso em abril, também em Campinas. Informada do crime, a polícia suspeitou de Adriana Telini imediatamente. A comerciante disse que Adriana havia lhe telefonado marcando a visita naquele dia em seu escritório. Horas antes do assalto, teria ligado duas vezes apressando a comerciante em um espaço de tempo de 30 minutos. A advogada não comprou nenhuma jóia, mas encomendou, junto de Luciano, um par de alianças no valor de R$ 1.360. Para a polícia, Adriana e o namorado foram os mentores do assalto. A dupla chegou a ser presa temporariamente, em 31 de janeiro deste ano, por dez dias, mas como o Ministério Público rejeitou o pedido de prisão preventiva, eles foram soltos. Em 28 de fevereiro, diante de nova solicitação da polícia, a preventiva foi decretada pela Justiça, mas já era tarde: Adriana e Luciano já haviam fugido. A advogada não foi mais localizada. VÁRIOS PROBLEMAS Não foi o primeiro envolvimento de Adriana com a polícia. Em junho de 2005, ela foi surpreendida escondendo em sua casa um foragido da Justiça. Naquele mesmo mês, grampos telefônicos revelaram que a advogada deu dicas para que o ladrão Eurípedes Moura Júnior, o “Perna”, assaltasse um casal de clientes seus que estava se separando e tinha em mãos R$ 50 mil, relativos à venda de uma casa, para serem divididos. A partilha ocorreu no escritório de Adriana. A advogada chegou a passar a localização e o trajeto do homem, que deixou o escritório com R$ 30 mil. Para sua sorte, mudou o percurso e evitou o assalto.

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