Crise é invenção da imprensa, diz empresário


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Por pouco a opinião do empresário Arsênio de Freitas não causa uma saia-justa no auditório do Grupo Corrêa Neves de Comunicação. Presidente da Fenafic (Feira Internacional de Couros, Máquinas e Componentes para Calçados), Freitas foi voz discordante no evento ao afirmar que a indústria calçadista de Franca vive um bom momento e que vislumbra um futuro promissor para o setor. Aproveitou para dizer que o palestrante, como consultor merecia nota dez, mas como comentarista econômico, nota zero, e culpou a imprensa pela propagação da crise econômica mundial. Para Freitas não há crise em Franca. As indústrias da cidade estariam, sob sua ótica, passando por um momento excelente, fruto da administração que jovens empresários vêm imprimindo em seus negócios. “O que Franca tem a ver com o Citybank, que está quebrando? A crise é um problema deles”, disse. Pracuch agradeceu as notas que o empresário lhe atribuiu. Sobre o otimismo de Freitas em relação à economia francana e a performance das empresas, o consultor fez ressalvas: “Gosto do seu otimismo, mas não se pode fechar os olhos para a realidade. Não estamos mais lidando com um Plano Collor qualquer. O problema é mundial. Não o ignore”. O mediador do encontro, Corrêa Neves Júnior também observou que não é razoável acreditar que Franca ficaria à margem de uma recessão econômica de proporções mundiais. Dirigindo-se a Freitas, ele criticou a opinião do empresário. “Fingir que a tempestade não vem não significa que ela não vá chegar”, disse o jornalista.

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