Atleta diz sentir-se feliz, mas injustiçado


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Viver a emoção de conquistar uma medalha de ouro em Jogos Olímpicos, ver a bandeira do país ser hasteada no lugar mais alto do pódio e ouvir o hino nacional só é reservado para quem fica em primeiro lugar. Por tudo isso, Edson Luciano, que pode tornar-se campeão olímpico no revezamento 4x100 m, reconheceu ontem ao Comércio que mesmo com uma reviravolta, o mesmo sentimento não será possível. "Não vou negar minha felicidade, mas fico com sentimento de um pouco de injustiça pelo que aconteceu. A história já foi escrita. A equipe brasileira é conhecida como medalhista de prata. A narração daquela madrugada ninguém esquece. Fica essa sensação de perda porque isso poderia ter sido detectado lá para que a gente tivesse o gosto de obter uma medalha lá, na hora, no pódio, com a bandeira brasileira, com o hino brasileiro", lamentou. A tristeza em não ter sido campeão olímpico está também diretamente ligada aos rumos que a carreira poderia ter tomado. "Contratos que poderiam acontecer (com o ouro), a parte financeira. Há perdas irreparáveis", reconheceu. Luciano vive a expectativa de reencontrar os três companheiros medalhistas (Claudinei Quirino, André Domingos e Vicente Lenílson). Eles poderão conversar em um evento de atletismo em Manaus, neste fim de semana. "Vamos com certeza falar disso e a orelha do americano vai ficar quente", brincou. (RC)

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