Naturalmente violeiro


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“Ando devagar porque já tive pressa...”. Ao conversar por telefone com Almir Sater, a primeira estrofe da famosa canção Tocando em Frente, sem dúvida, remete ao violeiro. Com sua voz imponente, ele fala com a tranqüilidade e serenidade de quem está distante da “loucura” da cidade grande. Em poucos minutos de conversa, o cantor de 52 anos - que é natural de Campo Grande, Mato Grosso do Sul -, falou sobre a sua apresentação hoje, a partir das 22 horas, na Phoenix Eventos, suas participações nas novelas e planos para 2009. O show é um resgate da cultura regional sertaneja, através da viola caipira. Almir Sater não despreza a técnica que se obtém com a eletrônica moderna e os efeitos dos sons de laboratório, mas quando sobe ao palco, não existem montagens. O som da viola flui naturalmente. Por isso, cada show do violeiro é único, com repertório variado. “É um show que eu venho fazendo há muito tempo. Às vezes entra uma canção, sai outra. Na verdade é um pouco de cada trabalho, um show livre para improvisações e para instrumentais”, explica Almir, que também não determina o tempo da apresentação. “Pode ser de 1h20, 1h30, 2 horas... Depende do dia...” No repertório, músicas dos 11 discos lançados em quase 30 anos de carreira. Mas, de acordo com o próprio Almir, há canções que não podem faltar nos shows como Um Violeiro Toca, Tocando em Frente e Chalana. Do último CD, 7 Sinais, lançado em 2006, o violeiro deve cantar No Rastro da Lua Cheia e Maneira Simples. “Tem show que toco músicas desse disco, outras vezes nem chego nele”, disse. Almir é despretensioso quando questionado sobre o próximo trabalho. “Estou preparando um CD instrumental e se der tempo eu lanço em 2009. Já tenho o repertório, mas nem comecei a gravar. Estou esperando chegar a hora certa. Hoje em dia tem que ter um certo desprendimento, já que não se vende mais disco, tem que ter muita vontade e motivação para gravar”, comenta. No show, Almir toca e canta acompanhado de vários músicos: Carlão de Souza (violão de 12 cordas), seu irmão Rodrigo Sater (violão de 6 cordas), sua irmã Gisele Sater (vocal), Toninho Porto (contrabaixo), Passeti (percussão) e Marcelus (acordeon). “Vou tentar fazer um show mais bonito possível para vocês e deixar todos felizes”, finaliza. NOVELA NUNCA MAIS Com quatro novelas no currículo - Pantanal (1990, Manchete), Ana Raio e Zé Trovão (1991, Manchete), O Rei do Gado (1996, Globo) e Bicho do Mato (2006, Record) -, Almir Sater ressalta que não quer nunca mais fazer novela. “Quero só ficar fazendo show (risos). Novela dá muito trabalho, por um lado tem as promoções, mas a parte musical fica muito abandonada. Prefiro mais música. E também já fiz bastante novela, quatro, no meu caso está bom”, disse. Em relação à reprise da trama que marcou a sua estréia na televisão, Pantanal, que está sendo exibida no SBT, Almir demonstra satisfação. “A novela é muito bonita e atual, apesar de ter sido gravada há quase 20 anos. Estou gostando da reprise. Em casa não pega a emissora, mas assisto quanto estou em hotel, consegui ver uns quatro capítulos. É uma novela que fez bem pra todo mundo”, avalia. INGRESSOS O salão da Phoenix Eventos tem capacidade para 800 pessoas. Segundo o produtor Ivan Merlino, até a tarde de ontem restavam poucos lugares para o show. A mesa para seis pessoas está sendo vendida por R$ 600. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (16) 9998-3850.

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