Secretário promete volta à família e um trabalho


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Embora os moradores ocupem os viadutos há meses, o secretário de Ação Social, Roberto Nunes Rocha, disse desconhecer o problema. Segundo ele, até a semana passada, os casos não tinham sido detectados pela pasta que administra. O secretário prometeu encaminhar uma equipe do Abrigo Provisório aos endereços para verificar a história dos moradores. A partir desse contato, eles poderão ser encaminhados para vagas de emprego, de acordo com as habilidades que tiverem, e até retornar às suas famílias. O Abrigo faz contato com parentes, que normalmente moram em Franca ou cidades vizinhas. “Vamos expor a eles os riscos de permanecerem no local, pela falta de segurança, de higiene, insalubridade e presença de bichos, como escorpiões, ratos e cobras. Tentaremos convencê-los a ficar no Abrigo Provisório”. Quanto às regras da entidade, que são criticadas pelos usuários, Roberto Nunes Rocha disse que são necessárias, mas muito do que se escuta a respeito é exagero. “Temos regras sim, mas lá é bem melhor que ficar na rua. Temos um trabalho completo. Avaliamos as habilidades dos usuários e tentamos encaminhar para um trabalho na fazenda, como pedreiro, como servente. Não é só retirar da rua e ‘depositar’ no Abrigo, é uma assistência profissional”. As pessoas que estão vivendo embaixo dos viadutos estão em situação irregular, mas, segundo Ismael Xavier, chefe do Setor de Fiscalização e Obras, pouco pode ser feito. “Eles estão invadindo o espaço público, mas estão no direito de ir e vir. Não temos uma ferramenta que nos dê força para tirá-los de lá”, disse ele.

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