Deputados disputam comando da Assembléia nos bastidores


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Tulio Biagio, diretor do Diário de Mogi; o governador José Serra; Bruno Caetano, secretário estadual de Comunicação, e o anfitrião Fernando Salerno, presidente do Valeparaibano
Tulio Biagio, diretor do Diário de Mogi; o governador José Serra; Bruno Caetano, secretário estadual de Comunicação, e o anfitrião Fernando Salerno, presidente do Valeparaibano
Adversários na disputa pelo comando da Assembléia Legislativa no biênio 2009-10, os deputados tucanos Barroz Munhoz e Vaz de Lima esbanjam cordialidade e praticam lições da boa diplomacia na sucessão da Mesa Diretora. Nos bastidores, todavia, a briga pela simpatia do governador José Serra (PSDB) é milimétrica. Lances desse xadrez sucessório vieram à tona durante jantar com o governador José Serra e diretores de jornais filiados à APJ (Associação Paulista de Jornais), na casa de Fernando Salerno, diretor responsável do Valeparaibano, na última terça-feira, no Morumbi, em São Paulo. Líder governista e considerado o motor do rolo compressor da bancada de Serra, Munhoz falou sobre a candidatura à presidência do Legislativo de São Paulo. “Devemos nos colocar até março”, disse. Ele evitou o embate direto com o atual presidente, sentado na mesa ao lado, na companhia do governador. Vaz de Lima aguarda uma possível alteração na Constituição Estadual para tentar novo mandato. “O Vaz tem trânsito muito bom e tem feito um bom trabalho. A questão é saber se haverá consenso ou ambiente para esta modificação”, alfinetou Munhoz. Apesar da divisão na base aliada, não há margem para manobras como a que elegeu o democrata Rodrigo Garcia em 2005 à revelia do então governador Geraldo Alckmin (PSDB). “Não existe essa possibilidade por uma questão muito simples: agora o governador chama-se José Serra”, resumiu. No contra-ataque, Vaz de Lima tem se movimentado até mesmo fora dos limites paulistas para pavimentar a candidatura de Serra ao Planalto em 2010. Na última semana, o tucano visiou território inimigo e pregou o consenso no ninho tucano em Minas Gerais, de Aécio Neves, outro postulante à candidatura presidencial peessedebista. As raízes mineiras serviram para quebrar o gelo. “Meus avós são mineiros e isso ajuda a enfrentar resistências”, brincou. Recém-condecorado cidadão joseense pela Câmara, Vaz de Lima aguarda o desfecho da negociação para alteração constitucional que permitiria sua reeleição. Ele espera, entretanto, que a iniciativa parta dos colegas. O grupo do petebista Campos Machado, um dos mais experientes parlamentares da Casa, já trabalha intensamente na articulação da mudança. “É o caminho natural das coisas”, avaliou, no final do jantar. [FOTO2] Barros Munhoz não perde a oportunidade de alfinetar o iminente rival. Em tom irônico, disse como acredita que Vaz de Lima consegue construir acordos para votação de projetos polêmicos na Casa. “É simples: ele faz um discurso de 45 minutos. Os deputados acabam sendo vencidos pelo cansaço e pedem para ir à votação logo”.

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