Especializado em atendimento a portadores do vírus HIV, o médico infectologista e coordenador do Ambulatório de Aids e Hepatite de Franca, Jorge Luiz Santos Pereira, disse que, apesar de toda a divulgação para prevenção contra a aids, é comum o aumento de novos casos ao longo dos anos. “Trabalho no ambulatório há dez anos e sempre surgem de oito a dez novos casos de infectados por mês”.
Para o médico, apesar da grande preocupação com essa grave doença, as pessoas ainda se expõem muito. “Os casos aparecem por causa das situações de risco que as pessoas se propõem. Sexo sem camisinha é a principal delas”.
Dos 1.249 portadores que lutam atualmente contra a doença hoje em Franca, há todos os tipos de pacientes: jovens, adultos, idosos, negros, brancos, entre homens, mulheres e homossexuais. “Não há uma separação muito evidente dos perfis das pessoas. A aids não tem cara, cor ou classe social”.
Para evitar que o número de portadores aumente ainda mais, o infectologista ressalta que não há outra maneira a não ser o uso do preservativo. “Todo mundo sabe mais ninguém usa. Temos gente que compartilha seringa e se contamina por causa disso, mas o principal fator de risco ainda são as relações sexuais sem preservativo”.
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