Andar pelos poucos quilômetros que separam Franca de Restinga numa tarde de sexta-feira parece brincadeira quando se está no novo Jetta da Volkswagen. Semana passada, o Comércio fez um test-drive no sedan que é o maior sucesso de vendas nos EUA e que vem para ser o intermediário, em termos de custo x benefício, do Bora brasileiro e do Passat. Concorrente de Honda Civic EXS, GM Vectra Elite, Ford Fusion e C4 Pallas, o carro, lançado no Brasil em 2005, ressurge em 2008 com o slogan “o esportivo disfarçado de sedan”.
Durante nosso trajeto entre 15 e 16 horas, com direito a uma volta pela rodovia Cândido Portinari, percebemos que o veículo produzido em Puebla, México, e que curiosamente lá é chamado de Bora, é realmente bom na pista, respondendo muito bem na aceleração e na frenagem. Para atestar sua estabilidade, aproveitamos para extrair de suas rodas liga leve aro 16 e do motor 2.5 170 cavalos - uma das principais qualidades é a sua motorização - boas arrancadas na pista e em algumas rotatórias e curvas.
O Jetta, que pode ser encontrado em cores sólidas (preto ninja e branco campanella), metálicas (prata reflex, azul anilhas, verde nórdico etc) e perolizadas (azul grafite e preto mystic), chega ao mercado com um apelo que combina agressividade e classe, assim como sua versão station, o Jetta Variant.
Feito para ter desempenho acima da média nas estradas, o sedan chega a 100 quilômetros por hora em 8,9 segundos e tem velocidade máxima de 205 quilômetros por hora. Tudo isso com um consumo médio de 11 quilômetros por litro de gasolina o que lhe propicia uma autonomia de 600 quilômetros de viagem com o tanque de 55 litros.
Direção eletromecânica, descanso para o braço, vidros elétricos de série, apoio ajustável para a cabeça, piloto automático, bancos bipartidos e display multifunção, com computador de bordo que ajusta desde o mp3 até a abertura de portas, estão inclusos no pacote básico.
Mais uma novidade, o câmbio automático Tiptronic pode ser utilizado também na opção esportiva - que aumenta a força do carro - e por um sistema que simula a marcha manual, com seis opções de velocidade (a última ajuda a economizar combustível).
MUITO MAIS
Quem quer mais tem como itens opcionais o teto solar, o banco de couro, o sensor de estacionamento, os faróis de xenon, entre outros. Um diferencial é o ar-condicionado Climatronic com dois ambientes de temperatura, o que fará com que seus filhos, ou eventuais passageiros do banco traseiro, não reclamem que está quente dentro do carro. Além disso, nada de problemas com bagagem já que o porta- malas tem 527 litros e é um dos maiores da categoria, além de possuir atrativos como a tomada de 12 volts, um gancho porta-sacolas e uma saída de emergência.
A segurança é garantida pelos seis airbags, inclusive dois laterais tipo cortina, que ficam na altura dos vidros, e por três sistemas: o ABS, com dispositivo anti-travamento nos freios, o ASR, que permite ao carro não perder tração mesmo quando está em terreno escorregadio ou no ar, e o sistema ESP, um controle eletrônico de estabilidade.
“É um carro que confere status ao usuário e que tem conforto, sobretudo para uma viagem familiar. O espaço interno e o porta-malas dão essas condições”, disse a vendedora Cleide de Andrade, da Francauto. O preço do modelo básico na concessionária é de R$ 86.260. Quem deseja colocar itens adicionais vai pagar um pouco mais. Os “pacotes” extras custam de R$ 990 a R$ 4.225.
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