Será mesmo um benefício?


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Com relação a “Organizada ou careta?” publicada na página da Insight de 23/24 de novembro, se faz necessário um estudo mais aprofundado das reais necessidades e desejos da já carente de entretenimento população de Franca. Se implantada uma lei de restrição como essa, haverá aumento da evasão de francanos para as cidades vizinhas como Ribeirão Preto, São Joaquim da Barra, Ituverava e outras, que receberão muito bem os clientes daqui. Com isso aumentará o número de acidentes nas rodovias; de desemprego causado pelo fechamento de bares e boates e de festas em residências particulares sobre as quais essa medida não terá efeito. Acho que é necessária a adoção de medidas preventivas e não de restritivas. A tão sonhada diversificação da economia local não será possível por causa de medidas como as já implantadas contra o comércio e outras, a exemplo desta restrição à venda de bebidas. Entraves para o crescimento. Franca não pode parar no tempo! Adilson Adriano Pinto Franca - SP ***** Com todo o respeito que devo à promotoria pública, quero desabafar. Vai chegar o dia em que não teremos direito nem mesmo de comer um pastel na rua! Primeiro pegaram no pé de homens de bem que vendem lanches na cidade. Concordo que estão irregulares mas porque não tomaram providências antes de que ficassem nos locais onde se instalaram? E por que os deixaram ficar por tantos anos? Não bastou. Agora, querem tirar das pessoas o direito de curtirem a noite, de relaxar, de se divertirem. O que fará um restaurante aberto após a meia-noite se não puder vender bebidas? Até imagino: “garçom, me traga aquela macarronada e um copo de tubaína”. Pergunto aos promotores: o que fazer com centenas de trabalhadores que vivem da noite? Seguranças, garçons, guarda-carros, músicos? Onde é que fica o direito de ir e vir? Não entendo porque os promotores resolveram agora se preocupar tanto com quem tem comércio? Isso chega a lembrar a era da ditadura militar, a lembrar guerras com toques de recolher. Será que muitos do crimes relacionados por eles nos finais de semana são realmente por causa de bebidas alcoólicas? E as drogas, onde entram como base para esses levantamentos? Vejo a polícia comemorando quando prende um Zé Ninguém nas praças, somente mais um do esquema. Quem financia? Quem lucra com a venda de drogas aqui? E os grupos de contrabando de mercadoria pirateadas que estão aí, à vista de todos? Por que a promotoria pública não vai atrás de quem realmente é bandido? Deixem as pessoas de bem trabalharem em paz. Deixem as pessoas de bem saírem com responsabilidade, com direito a tomarem seu chopinho após a meia-noite. Deixem o coitado do Zé vender suas espigas de milho na calçada do Leporace e tentar viver com dignidade sem prejudicar ninguém! Que cidade é esta? Acredito que a promotoria pública estaria verdadeiramente fazendo o seu papel na sociedade, investigando, descobrindo e prendendo os que contribuem para que a sociedade seja injusta e violenta. Estes sim, são os verdadeiros bandidos. Este é o desabafo de um homem que acorda às 5 horas da manhã para trabalhar, paga seus impostos em dia e que está se vendo, em futuro bem próximo, privado do direito de ir com a família à esquina, comer um simples lanche e tomar sua cerveja. Rodrigo de Paula Franca - SP

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