A nossa amada Franca do Imperador está completando mais um ano de sua emancipação político-administrativa. Juntos estão seus cidadãos, alguns mais conscientes da grande data. Outros, nem tanto.
O lugar escolhido para viver é tão importante quanto o sonho e o projeto de vida que temos, considerando que será neste lugar que colocaremos em prática nossas aspirações escrevendo nossa história e ao mesmo tempo construindo a cidade que queremos deixar às gerações futuras.
Ser cidadão francano seja de nascimento ou de coração é como exercer uma espécie de “mandato” durante o período em que aqui vivemos; unidos numa sociedade pelo bem comum e incrementando o meio com todo aparato necessário para os enfrentamentos futuros que exigem avanços. Dessa forma, somado à força de trabalho diversificado e aos investimentos de empresas aqui alojadas, seguimos rumo ao futuro.
Agora o pedaço de tempo é nosso, cumpre-nos a responsabilidade em dar continuidade aquilo antes sonhado por nossos antepassados, melhorando ainda mais o legado deixado.
Algo interessante é o espírito generoso que paira sobre este lugar; a começar pelo ato de doação das terras realizado pelos irmãos Antunes de Almeida que deram a oportunidade para que Franca existisse. Generosidade que parece ter se propagado no tempo alcançando-nos e fazendo da maioria de nós, gente singela, simpática e com alma grande.
O jeito apaixonado de viver cultivado ainda por alguns francanos revela a valorização dos pequenos prazeres à disposição de todos, como aquele propiciado por nossos Cafés que se transformam diariamente em ponto de encontro para discussões das mais diversas ordens; num ambiente de manutenção de elos, amizades e parcerias, remetendo ao saudosismo nascido na alma que às vezes chora no silêncio por um tempo que não volta mais.
Lembrar que a Praça Nossa Senhora da Conceição nos estende sempre seu caloroso abraço aos domingos e que faz nossas crianças começarem a sentir o que é civilidade.
Escrever sobre os 184 anos de Franca me fez voltar no tempo, na véspera de seu aniversário no ano de 1985 em que ingressei na saudosa Guarda Mirim, quando comecei a deixar um pedaço de mim nesta abençoada terra; e tenho a mais absoluta certeza que os meus oitenta e três outros colegas “guardinhas” também fizeram o mesmo.
A trajetória de vida de muitos de nós continua, e isso quer dizer que estamos construindo Franca e a consolidando cada vez mais. Não merecem os 184 anos da cidade momento mesquinho de comemorações num feriado emendado, mas uma excelente oportunidade de reflexão para sabermos o que de fato estamos deixando de “bom” ou “ruim” à posteridade. Pois querendo ou não, somos um pedaço desses 184 anos e de outros que virão e temos. responsabilidades a serem exercidas enquanto detivermos os distintos mandatos de cidadãos.
Ricardo Veríssimo Júnior
Funcionário público, ex-conselheiro da Saúde e deste jornal
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