Garoto de 12 anos tenta enforcar colega de 8 anos na van escolar


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REFÚGIO - Casas do Recanto do Aconchego, no Jardim Milena, local onde 54 crianças vitimizadas são assistidas
REFÚGIO - Casas do Recanto do Aconchego, no Jardim Milena, local onde 54 crianças vitimizadas são assistidas
Um garoto de apenas 12 anos tentou matar uma menina de 8, na segunda-feira, dentro de uma van escolar. Como arma, utilizou o fio de um telefone de brinquedo, com o qual tentou enforcar a colega. Os dois menores residem na Casa do Aconchego - local que abriga crianças que vivem em situação de risco. Segundo testemunhas informaram à polícia, a agressão foi gratuita, sendo que não houve qualquer tipo de desentendimento entre o menor e a criança. O adolescente acusado da lesão corporal é considerado um dos mais problemáticos da Casa do Aconchego. Segundo à polícia, ele já ameaçou monitores e apresenta um comportamento agressivo. No fim da tarde de segunda, ele e outras crianças retornavam da escola na van. Antes de chegar à Casa, ao ver a colega, uma menina de apenas 8 anos, brincando com um aparelho celular de brinquedo, ele foi para cima dela e lhe tomou o objeto. Em seguida, segundo o Boletim de Ocorrência, o menino enrolou o fio no pescoço da vítima e tentou asfixiá-la. Ao perceber a atitude do garoto, o motorista parou a van e junto de um monitor conseguiram impedir que a agressão se agravasse ainda mais. “Segundo os monitores, trata-se de um adolescente bastante agressivo, que já teve problemas com outros menores na Casa. Ele usou um fio e tentou enforcar sua colega. A vítima inclusive sofreu lesões no pescoço”, disse o escrivão Rogério Primo. A menina passa bem. O garoto está à disposição da Vara de Infância e Juventude. Segundo a conselheira tutelar Glaucia Machado Limonti menores problemáticos estão sendo retirados da Casa e encaminhados para famílias de apoio ou até mesmo para a Fundação Casa (antiga Febem). Não é a primeira vez que a polícia registra ocorrência envolvendo menores abrigados na Casa do Aconchego. No 5º Distrito Policial, responsável pela área, 11 boletins foram elaborados no local - onde moram 54 menores - nos últimos quatro meses. “Todos os casos registrados estão sendo acompanhados pelo Conselho Tutelar e a Vara da Infância e Juventude (...) Este caso eu considero isolado”, disse Glaucia. ÁUDIO Ouça cobertura jornalística sobre o caso transmitida ontem no Jornal da Noite através do Blog GCN na Web - http://gcncomunica.wordpress.com/novidades/banco-de-audios/difusora-noticias-arquivos/

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