Cautela no mundo virtual


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PROBLEMA SEM SOLUÇÃO - O comerciante Derek Souza Szabo exibe a nota fiscal do vaporizador que comprou pela internet. Aparelho apresentou seguidos defeitos e está no Rio de Janeiro para ser consertado
PROBLEMA SEM SOLUÇÃO - O comerciante Derek Souza Szabo exibe a nota fiscal do vaporizador que comprou pela internet. Aparelho apresentou seguidos defeitos e está no Rio de Janeiro para ser consertado
Fim de ano é sinônimo de lojas e shoppings abarrotados e ruas congestionadas. Diante deste cenário, muitos consumidores preferem a comodidade de fazer suas compras sem sair de casa usando a internet, com direito à mordomia de receber os produtos em domicílio. A facilidade de comprar pela rede mundial de computadores pode se tornar uma grande dor de cabeça, pois o cliente não tem contato físico com o vendedor e está sujeito a receber a encomenda fora das especificações técnicas ou danificada, além de correr o risco de ter seus dados pessoais roubados por hackers. No Procon de Franca, ainda não existem estatísticas específicas sobre a quantidade de reclamações feitas por consumidores que tiveram problemas com produtos comprados pela internet, mas o órgão já está intermediando a solução de alguns casos. "Antes de comprar, as pessoas devem consultar o Procon para saber se existem queixas registradas contra o site ou empresa em questão. Estamos atuando em alguns casos e já conseguimos até a devolução de produtos e valores", disse José Antônio Guimarães, superintendente do Procon em Franca. No último mês de julho, o eletricista Marcelo Ferreira Júnior comprou uma máquina fotográfica digital através de um site de leilões. Ao receber o produto, que foi entregue pelo correio, ele percebeu que o visor do aparelho estava trincado. "Quando abri o pacote e constatei o problema, enviei a máquina de volta e pedi para cancelar a compra. O vendedor afirmou que eu a havia danificado e não quis devolver o dinheiro. Somente após acionar o Procon é que tudo foi resolvido." Já o comerciante Derek Souza Szabo ainda aguarda uma solução para o seu problema. Em junho, ele comprou um vaporizador de ar pela internet. Após receber o produto, o aparelho parou de funcionar e foi substituído pelo fornecedor. Dois meses depois, nova falha do equipamento, que desta vez foi enviado para o Rio de Janeiro, onde funciona a assistência técnica da empresa fabricante. Ao receber novamente o produto, ele notou que uma tampa de acrílico estava quebrada e teria sido colada de maneira grosseira. "Mesmo sem eles me reembolsarem os fretes, decidi mandar para o conserto. Já acionei o Procon e, caso isso não seja resolvido, vou acionar o site de vendas e o fabricante do vaporizador na Justiça". Para evitar contratempos na hora de comprar pela internet, a primeira providência é manter o sistema operacional e o programa antivírus do computador atualizados. "O ideal é comprar de grandes empresas que também possuem portais de vendas na internet, pois é mais garantido. Também convém observar se existe a figura de um cadeado no canto direito inferior da tela, o que indica se o site é seguro ou não", disse o consultor de informática Jorge Henrique Lespinasse. ATENDIMENTOS Faltando pouco mais de um mês para o final de 2008, o Procon de Franca divulgou um balanço parcial dos atendimentos realizados até o último dia 31 de outubro. O documento aponta que, neste ano, 33.418 consumidores compareceram ao local, 27% a mais do que nos 12 meses de 2007, quando foram registrados 26.198 procedimentos. A maior conscientização dos consumidores em relação a seus direitos é apontada como a principal causa do aumento do número de reclamações. "Antigamente as pessoas não tinham o hábito de reclamar quando se sentiam lesadas de alguma forma. Atualmente o Código de Defesa do Consumidor está mais difundido, e isso explica a maior procura", disse José Antônio Guimarães. Até o ano passado, as reclamações ligadas à telefonia, seja contra as operadoras ou empresas que prestam assistência técnica de aparelhos celulares, lideravam o ranking do Procon. Em 2008, os bancos e empresas financeiras “roubaram” a primeira posição, com 8.216 procedimentos, superando as 7,5 mil queixas relacionadas à telefonia. O boom de reclamações contra bancos está diretamente ligado à cobrança irregular de diversas taxas em pagamentos parcelados. "Quando a pessoa financia um carro, os bancos e financeiras costumam cobrar por cada boleto que consta no carnê, o que é irregular. Muitos bancos já reconheceram isso e estão devolvendo os valores a seus clientes", disse Guimarães. SAIBA MAIS Ladrões on-line já roubaram 5,3 bilhões de dólares http://www.comerciodafranca.com.br/materia.php?id=37332 Como evitar os crimes cibernéticos? http://www.comerciodafranca.com.br/materia.php?id=37428

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