Sob nova direção


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"Comecei a trabalhar na fábrica de sapatos do meu pai há algum tempo e hoje, aos 28 anos, administro cerca de 70% da empresa. Nosso processo de sucessão ainda não está completo e toda a ajuda é bem-vinda". A história de Rodrigo Lúcio Gomes, da Rolg Calçados, não é diferente da maioria das fábricas da cidade. Por aqui, é comum os filhos assumirem a administração dos negócios criados pelos pais. Apesar de lógica, a decisão nem sempre é a melhor, do ponto de vista empresarial. De acordo com o assessor em tecnologia e gestão de indústrias de calçados, Zdenek Pracuch, a experiência francana nesse tipo de sucessão não é nada boa. "Assisti à queda das grandes indústrias de Franca. Elas tiveram problemas de gestão e familiares, ou seja, não conseguiram vencer a transição de uma geração para a outra", explicou Pracuch. Para tentar evitar que isso volte a acontecer, o Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca) incluiu em seu planejamento estratégico, que deve ser lançado hoje à noite (leia mais na Insight), a formação do CJE - (Comitê de Jovens Empreendedores). À frente do grupo de 15 jovens administradores, está Rodrigo. Ele será o presidente do Comitê que contará ainda com quatro diretores. A idéia do grupo é simples: trocar experiências profissionais. "Vamos identificar as necessidades e possíveis melhorias nas empresas e depois buscaremos ajuda de entidades como o Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) e o Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). Além disso, queremos formar novas lideranças ligadas ao Sindicato", explicou o empresário. O comitê começa com a metade do número de membros que Rodrigo considera ideal, mas a esperança é que a participação dos jovens empresários aumente com as reuniões periódicas. Para José Carlos Brigagão do Couto, presidente do Sindifranca, a preparação dos futuros sucessores do empresariado francano não é importante apenas para as indústrias. "Nosso setor é o principal gerador de empregos na cidade. A responsabilidade pelo crescimento da economia francana é também social. Eles têm de estar preparados", disse Brigagão. Quem tiver interesse em participar do grupo precisa procurar o Sindicato da Indústria de Calçados de Franca. Mais informações pelo telefone: 3722-9444.

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