Aspa monta projeto para chegar aos bairros


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A Associação de Pais e Amigos do Franca Basquete, ou mais conhecida como Aspa, comemora hoje seus dez anos de fundação. A intenção é se consolidar sua participação no tradicional jargão pelo qual a cidade é reconhecida: capital nacional do basquete. Um jantar será oferecido hoje, às 21 horas, em um restaurante da cidade, aos diretores, pais de atletas, jovens jogadores e pessoas envolvidas com a entidade. Bem além das comemorações, os envolvidos com a Aspa trabalham para implantar em 2009 um projeto de escola de basquete nos bairros da cidade com o intuito de ampliar o atendimento social e estender o conhecimento sobre o esporte. Mas a amplitude do trabalho depende do financiamento que será obtido. A associação já é considerada de utilidade pública municipal desde 2007 e por isso pode receber verba pública da Prefeitura, mas já se articula para ser reconhecida como tal pelo Estado e assim pleitear dinheiro do governo de São Paulo. Hoje, a associação conta com o apoio do governo municipal, que é um dos patrocinadores, aliando-se à CTBC, Francal Feiras, Unimed, Sabesp e Empresa São José. "Com os salários de sete treinadores, uma secretária, uma cozinheira, uma faxineira, manutenção da casa do atleta e nossa sede, além da participação em campeonatos em sete modalidades, viagens, temos um gasto mensal entre R$ 34 mil a R$ 35 mil. Nossos patrocínios cobrem 70% disso e o restante corremos atrás com promoções próprias", contabilizou José Paulo. Para dar o ponta pé inicial no projeto que visa montar núcleos do basquete nos bairros da cidade, a entidade espera implantá-lo primeiro no complexo do Aeroporto. A escolha do bairro vem de estudos demográficos sobre condições sociais da população. "Temos um projeto que hoje atende entre 5 mil a 6 mil alunos da rede de ensino. Levamos palestras contra as drogas e sobre a importância da prática esportiva. Há a participação de jogadores da Aspa e do time principal. Para o próximo ano, a intenção é montar um núcleo, com um técnico para dar aulas às crianças. Uma escola será escolhida para centralizar as aulas de basquete envolvendo os estudantes do bairro", explicou o atual presidente da associação, o comerciante José Paulo Algarte, 44. A produção de um banco de dados social, com cadastro das crianças e adolescentes participantes e suas respectivas famílias, indicando as principais necessidades que cada aluno, faz parte do projeto. Estas informações devem ser usadas posteriormente para o planejamento de ações sociais, como campanha do agasalho e distribuição de cestas básicas. A iniciativa quer, no futuro, revelar jogadores de comunidades carentes para times profissionais de basquete. Atualmente a Prefeitura já mantém um trabalho de escolinha em sete núcleos de Franca. O diferencial da Aspa é oferecer aos alunos a possibilidade de disputar campeonatos oficiais da Federação Paulista de Basquete, algo que a Prefeitura não pode proporcionar.

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