Ao entrar no Arquivo Histórico “Capitão Hipólito Antônio Pinheiro” engana-se quem pensa que a história parou no tempo. Cerca de 80% do acervo de 100 mil documentos e 10 mil livros está catalogado num banco de dados virtual, elaborado desde a sua fundação, há 19 anos. E para comemorar os 184 anos de Franca, os funcionários lançam amanhã, às 18 horas, em sua sede no Colégio Champagnat, o primeiro Guia Digital do Acervo. O evento contará com a presença do grupo musical Última Hora.
Produzido com o apoio da Secretaria de Educação, Divisão de Cultura e Feac (Fundação Esporte, Arte e Cultura), o Guia apresenta em 127 páginas no programa Power Point informações gerais sobre a cidade e parte do acervo documental e ilustrado. “O nosso objetivo é divulgar toda a documentação arquivada, além de facilitar e agilizar a pesquisa da história da nossa cidade”, ressalta a chefe do setor, Graziela Alves Corrêa, que também contou com a colaboração da auxiliar administrativa Maria Consuelo de Figueiredo e do estagiário Alexandre Rodrigo dos Santos.
Segundo o professor de História e escriturário do Arquivo, Wanderlei Donizete Pereira, o local guarda a memória de Franca e muitas pessoas nem sabem o que podem encontrar no acervo. “Estas salas abrigam vários tipos de documentação, processos, livros cartoriais, de óbitos, batizados, casamentos e sepultamentos, mapas e plantas. Feito de forma simples e eficaz, o Guia é uma relação de todo o acervo”, explica.
Entre as raridades dispostas em caixas, está o documento mais antigo do acervo: um processo de inventário de Carlos Barbosa de Magalhães, de 1776. O mais curioso é um enorme e pesado livro de transcrições de títulos de 1906, chamado pelos funcionários do Arquivo de “livro envenenado”.
“Antigamente usava-se borrifar veneno BHC nas páginas para preservar o livro de microorganismos. Hoje fazemos a higienização e restauração de forma mais segura”, conta Graziela.
A história da Senhorinha Barbosa Lopes - que nasceu em Franca em 1823, foi presa durante a Guerra do Paraguai e depois se tornou a madrinha da bandeira nacional na transição do Brasil império para república -, também está preservada no acervo.
Graziela sonha agora em desenvolver um guia sobre a história de Franca. “Já estamos coletando o material e vamos disponibilizar os séculos 18 e 19 com mapas e ilustrações”, afirma.
O Arquivo Histórico atende de segunda a sexta-feira, das 8 às 19 horas. Informações pelo telefone 3711-9207.
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