As suspeitas de irregularidades nas contas da Feac (Fundação de Esportes, Artes e Cultura) tomaram proporções ainda maiores ontem, quando o Ministério Público descobriu cinco notas fiscais supostamente frias que teriam sido emitidas por um posto de combustíveis de Batatais, sem que tenha havido os respectivos gastos pela Afat (Associação Francana de Atletismo).
Segundo o promotor Paulo Borges, as notas foram apresentadas na prestação de contas da entidade, sendo que duas (de R$ 949,12 e de R$ 562,69) foram recusadas pela Feac e outras três (duas de R$ 300 reais e R$ 305,55) foram aceitas. "A Feac vai ter que explicar o porquê que recusou duas notas e aceitou outras três notas idênticas".
Segundo Borges, as notas eram apresentadas à Afat por um atleta que mora em Batatais a pedido de Carlos Roberto Coelho, do Conselho Fiscal da Afat.
As investigações comprovaram, de acordo com o MP, a existência de um “caixa 2” na associação. “Ainda estamos apurando a participação de funcionários públicos”.
Ontem foram ouvidos nove atletas pagos pela Afat, que estariam sofrendo retaliações após as denúncias. “Três medalhistas de ouro não foram inscritos nos Jogos Abertos de Piracicaba sem que houvesse justificativa da entidade porque foi atribuída a eles a denúncia”, disse o promotor.
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