Profissionais defendem atendimento especial


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Acostumadas a lidar com familiares dos residentes nos lares para idosos e com os parentes de quem necessita uma vaga, as assistentes sociais Jeovana Cristina Sousa, do Lar São Vicente de Paulo, e Mônica Ferreira, do Lar Eurípedes Barsanulfo e Lar de Ofélia, avaliaram o atendimento prestado aos idosos em Franca. Elas defendem a instalação de um espaço adequado para os que sofrem de distúrbios mentais e para atendimento diário. Comércio da Franca -Qual o perfil das pessoas que necessitam da entidade? Jeovana Sousa - A demanda hoje é formada por pessoas com distúrbios psiquiátricos e de comportamento, com Alzheimer, Parkison e doenças senis. Os lares não têm estrutura para atender essas pessoas. Comércio - A ausência de um espaço apropriado prejudica outros idosos? Jeovana - Vamos supor que você, aos 70 anos, está bem, independente, andando, fazendo suas coisas e você tem de conviver com pessoas que tiram a fralda, que gritam... Como vai residir num local dessa forma? A sua saúde ficará comprometida também. Comércio - E a família? Jeovana - Esse idoso com distúrbio é um idoso cansativo, depende de muita energia, depende de gente vigiando 24 horas, porque ele coloca a mão no fogo, ele cai, ele se perde. Ele desgasta a família em poucos meses. Então muitas vezes a família está procurando vaga, não porque os filhos não amam mais os pais, mas porque eles não estão dando conta de cuidar. Cuidar de um idoso é como cuidar de uma criança, mas a criança evolui, o idoso regride. Eu percebo que as pessoas que me procuram estão estafadas. Comércio - Franca é bem servida de serviços voltados para idosos? Jeovana - O problema é bem mais sério que a falta de vagas, é estrutural. Franca tem o Centro de Convivência do Idoso? Tem. Tem atividades para o idoso? Tem. Mas para o idoso dependente não existe nada, só a família. Hoje as famílias não têm para onde ir. Elas me procuram desesperadas. Geralmente fico de mãos e pés atados porque não tenho para onde mandar. Estou cansada de ver as pessoas sofrendo aqui no lar e não poder fazer nada. Mônica - Percebo que a maior parte do pessoal que nos procura não quer atendimento asilar. Franca precisa de um centro-dia para a família deixar o idoso, trabalhar e buscar à tarde novamente.

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