Franca não possui um levantamento oficial sobre o número de idosos que estão à espera de vagas nos asilos. Ao ser informado do resultado da pesquisa realizada pelo Comércio da Franca, o promotor do Idoso, Murilo César Lemos Jorge, admitiu que não tem tal acompanhamento, mas que vai fazê-lo. Não foram apresentados prazos.
Além do mapeamento, o promotor pretende buscar, junto à Prefeitura, alternativas para resolver o problema. “A própria reportagem pode servir de base para esse levantamento. Analisaremos os dados para discutirmos com o município as possíveis soluções. É preciso avaliar vários aspectos, como o orçamento disponível e melhores alternativas, até chegarmos a um acordo”, disse Murilo.
Na Secretaria de Desenvolvimento Humano e Ação Social, Dalva Deodato disse achar “estranho” haver fila de espera nos asilos de Franca. “Pelo relatório enviado pelas entidades, algumas têm vagas em aberto”. Na cidade, existem sete asilos, mas apenas quatro são conveniados à Prefeitura e enviam relatórios. Na última segunda-feira, o Comércio ligou em todos, que informaram estar com a capacidade máxima sendo utilizada.
Dalva disse que a Secretaria defende o abrigamento dos idosos apenas em último caso. Os trabalhos da pasta incentivam a permanência deles com a família. Atualmente, o Creas (Centro de Referência em Assistência Social) acompanha 20 “senhores” e seus familiares para auxiliá-los nesse convívio.
“A família deve assumir a responsabilidade de cuidar do idoso. Nela é que se tem o melhor acolhimento, as relações de afetividade. Nenhum trabalhador da área social ou da saúde vai substituir essa afetividade. Só devem ficar no lar quando os familiares não têm condições ou não querem cuidar do idosos”, disse Dalva.
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