Neste domingo encerra-se o Ano Litúrgico com a solenidade de Cristo, Rei do Universo. Esta solene festa foi instituída pelo Papa Pio XI, em 1925. Inspirada pela espiritualidade da Ação Católica, buscava a restauração do Reinado de Cristo para restabelecer e revigorar a paz no mundo.
Sendo celebrada no último domingo do ano litúrgico, Jesus Cristo Rei surge como a meta a que tendem o ano litúrgico e todo o peregrinar da humanidade. Dizer que Cristo é Rei significa que é o centro e Senhor da história, desde o começo até seu fim: “o Alfa e o Ômega, O Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim”, como nos afirma o livro do Apocalipse de São João.
A primeira leitura é do livro do profeta Ezequiel. O profeta revendo as desventuras que se abateram sobre o seu povo, ele compara os israelitas a um rebanho de ovelhas desgarradas e sem pastor e anuncia uma mensagem de salvação. Deus não promete enviar outros reis, mas afirma que ele mesmo se encarregará das suas ovelhas, reunindo-as de todos os lugares onde estão dispersas, reconduzindo-as às pastagens das montanhas de Israel.
Dentro da situação de exílio, o profeta Ezequiel é o homem da esperança e porta-voz do Deus libertador, que busca e cuida de seu rebanho todo e de cada ovelha em particular.
A segunda leitura é um trecho da primeira carta de São Paulo aos Coríntios. Ele diz que o Reino do Messias terá a duração da história da humanidade e terminará no fim do mundo. Durante esse tempo o Messias irá destruindo, pouco a pouco, todos os seus inimigos: o último adversário a ser vencido será a morte.
O apóstolo deixa bem claro que os inimigos de Deus não são os homens, mas as forças do mal que dominam, que provocam sofrimentos, que destroem o homem: a doença, a fome, a nudez, a ignorância, a escravidão, o medo, o ódio, o egoísmo, o pecado.
Todas as pessoas e todas as situações que lutam contra essas forças do mal estão colaborando para a construção do Reino de Cristo, estão realizando o projeto de Deus.
Deus não está longe nem daqueles que se professam ateus, se forem honestos e se empenharem em favor do homem. Deus está neles, mesmo que não acreditem.
Cristo não eliminou a morte biológica, pois o nosso organismo se estraga e acaba se consumindo. A morte física não destrói o ser humano, ela é o nascimento de uma vida plena e definitiva.
O evangelho de hoje é escrito por São Mateus e é uma descrição profética do juízo final. O Filho do Homem chega em sua glória, como rei, para julgar todos os povos e confirmar seu modo de viver conforme a misericórdia praticada com os excluídos, os pobres. A base para a separação entre ovelhas e cabritos, entre bons e maus, é a solidariedade para com Ele por meio do que é feito ao próximo.
Jesus se identifica com cada necessitado, que é tratado como “seu irmão”.
O critério da separação é a prática da justiça, do direito e da misericórdia.
A lei maior é o amor ao próximo. No evangelho, Jesus fala das obras de misericórdia ensinadas pelos judeus: dar de comer aos famintos, dar de beber aos que têm sede, acolher o peregrino, vestir os nus, visitar os doentes, etc.
Jesus deixa bem claro que quem não praticou ou não pratica essas obras perdeu a oportunidade de fazer isso ao próprio Jesus presente nos necessitados. Se ele está nos irmãos, ele está no meio de nós em todos os lugares e momentos.
A celebração litúrgica de Cristo Rei é o encontro com o Senhor, nosso pastor, rei e juiz que nos julga, nos purifica e nos faz participantes de sua realeza.
Pela liturgia percebemos que o Reino de Cristo não está apoiado no poder e sim no serviço, pois o Filho do Homem não veio para ser servido e sim para servir.
A “coroa de nosso Rei” é formada pelos pobres e excluídos que são “sacramento de Deus”.
1ª EUCARISTIA
Todos os anos, na solenidade de Cristo Rei, é celebrada a 1ª Eucaristia das crianças que, durante dois anos, se prepararam no catecismo em nossa Catedral. Recebem Jesus, pela primeira vez, 103 crianças. Esta data é sempre marcante na vida e por mais distante que seja este dia, pelos anos já vividos, sempre recordamos o momento em que nosso coração foi “sacrário de Jesus”, pela primeira vez.
ASSEMBLÉIA DIOCESANA
Com a participação de 181 pessoas, vindas de todas as paróquias da Diocese de Franca, realizou-se, no último fim de semana a 7ª Assembléia Diocesana que teve como objetivo votar as prioridades e destaques da pastoral para os próximos quatro anos. Foi um momento super-expressivo da graça de Deus que acompanha a história da nossa Diocese em seus 37 anos de vida. Tudo foi presidido pelo Sr. Bispo Diocesano, Dom Caetano.
NOVENA DA PADROEIRA
Todos os grupos, movimentos e pastorais se preparam para celebrar a novena preparatória em honra da Imaculada Conceição, nossa Padroeira Diocesana. Mais uma vez será uma carinhosa demonstração de fé na intercessão de Nossa Senhora.
PENSAMENTO
“Venha a nós o vosso Reino”.
José Geraldo Segantin
Pároco da Catedral de Franca - segantin@comerciodafranca.com.br
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