Há dez anos, as doenças do aparelho circulatório também eram a maior causa de morte em Franca. De acordo com dados do Ministério da Saúde, 1.688 pessoas morreram na cidade em 1997. As circulatórias responderam por 444 óbitos. Vítimas de derrame foram 149.
As doenças do aparelho respiratório - entre elas asma/bronquite e pneumonia - foram responsáveis por 211 mortes. Este grupo ainda é a terceira causa de mortes, mas os casos diminuíram para 177 (-19%). O número de mortos por Aids em 1997 foi de 43. Agora, despencou para 25.
Para o secretário municipal de Saúde, Alexandre Ferreira, a saída da Aids da lista das doenças mais problemáticas se deve ao trabalho preventivo, ao bom atendimento, ao fornecimento de medicamento e aos diagnósticos precisos realizados pelo laboratório DST/Aids. “Estes fatores fazem com que a vida média de um paciente seja maior”.
O comparativo entre os dados do ano passado com os de 97 revela situações interessantes que comprovam a evolução da medicina. Há dez anos, 291 mortes (a segunda maior causa) foram registradas como sintomas que não condiziam com a doença notificada. Em 2007, o número deste tipo de caso caiu para 39. “A redução mostra que houve uma melhora no sistema de notificação”.
Por fim, o estudo do Ministério da Saúde mostra que 105 pessoas haviam morrido sem assistência médica na cidade em 1997. No ano passado, foi registrado apenas um caso.
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