Promoções tentam vencer medo do mercado


| Tempo de leitura: 3 min
Final de ano, época de vender carros. Depois da crise financeira das últimas semanas, as montadoras resolveram agir e abaixaram as taxas de juros dos veículos zero-quilômetro. Aliado a isso, os preços em alta dos carros usados transformaram os veículos populares na melhor opção. A realidade mudou e o crédito ficou restrito. Planos de 60 e 72 meses sem entrada perderam força. Hoje, as financiadoras exigem salário três vezes maior do que a parcela e também entrada de 20% para quem desejar as melhores taxas. As concessionárias investiram na melhora do produto e algumas delas em descontos no preço final. Tudo para não ter um fim de ano de vacas magras. As opções são muitas. Em Franca e região, que emplacou até aqui 4.860 automóveis em 2008 contra 4.479 no ano passado, a maioria carros populares, o inte-ressado pode escolher à vontade. A Ford trabalha com um novo modelo, já sucesso de vendas. O novo Ka foi lançado em março. Totalmente remodelado, o veículo traz itens de série - trava elétrica e alarme na chave, por exemplo - como atrativo. A Ortovel o vende a preços abaixo da tabela da fábrica. “O motor é o Zetec Rocam e o custo de manutenção um dos mais baratos. Além disso, o Ka não precisa trocar a correia dentada, pois tem corrente de comando”, afirmou Aluísio Silva, supersivor. O outro modelo é o Fiesta, que custa R$ 26.190. O banco da montadora vende o veículo com taxas de 0,99%. Preço com nota de fábrica também é a tática adotada pelas concessionárias da Fiat e da General Motors. O Celta e o Classic são os veículos da GM que podem ser adquiridos mais em conta. Na Cofrana, da Fiat, o destaque é o Uno Economy, o mais barato do País. A intenção de Paulo Henrique Borges, gerente, é manter a média de vendas por mês, ou seja, 140 unidades. 60% são populares, o que inclui ainda o Palio duas portas. O resultado é expressivo. Em 2007, a Fiat emplacou 972 carros contra 1.143 até a primeira metade de novembro de 2008. Isto lhe dá o segundo lugar no mercado local, atrás apenas da GM, que teve 1.321 automóveis emplacados neste ano. Há quem aposte nos opcionais para conquistar clientes. A Peugeot, marca francesa representada pela Orleans, é assim. Apesar do volume de vendas ser menor - 85 carros emplacados em 2008 contra 34 do ano anterior-, a empresa é uma das que mais cresceram na cidade nos últimos doze meses. “Aqui teremos um pólo regional de compras e planejamos vender até 60 carros/mês para clientes que vêm inclusive do Sul de Minas Gerais”, declarou Marcelo Sinfi, gerente de vendas da empresa. Instalada na Avenida Champagnat, a marca trabalha com o Peugeot 206 Sensation. O modelo oferece vários itens de conforto como regulagem de altura do banco e dos faróis. O motor é o principal chamariz: 1.4 flex contra 1.0 dos carros de entrada concorrentes. A beleza, a posição de dirigir e a ergonomia com todos os comandos de fácil acesso são destaques. A questão é convencer o comprador a pagar mais pelo modelo. Situação parecida é vivida pela Volkswagen com o Gol V. Lançado em junho, mesmo assim, o modelo é sucesso de vendas no Brasil. Segundo Márcio Ferrari, da Francauto, o Novo Gol já teve 9 mil unidades emplacadas. Seu preço, R$ 4 mil acima da média dos mais baratos, não assustou os compradores. “O Gol V alavancou as vendas”, confirmou. “Esperamos aumentá-las neste fim de ano e já notamos um aumento no movimento da loja”, declarou. A marca já emplacou mais de mil veículos neste ano. Ferrari listou o Gol geração IV como opção mais barata, mas lembrou o recém-lançado Voyage como veículo adequado para quem desejar maior conforto. E enfatizou a nova realidade do mercado. “As taxas praticadas agora estão mais baratas do que antes desta falada crise. Isto deve ajudar neste fim de ano”, finalizou.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários