Empresário ‘paga’ conta com R$ 80 mil em cheques clonados


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ESTELIONATO - Delegado Marcelo Rodrigues, em foto de arquivo, investiga possível golpe contra industrial francano
ESTELIONATO - Delegado Marcelo Rodrigues, em foto de arquivo, investiga possível golpe contra industrial francano
Um industrial que mora em Franca e tem uma empresa de assessórios de segurança em São Paulo acusa um empresário da cidade de lhe aplicar um golpe de quase R$ 80 mil. O industrial, de 56 anos, disse que no dia 13 de junho vendeu ao empresário francano 1.164 pares de botas para motociclistas, em um valor total de R$ 76,6 mil. Foram emitidas duplicatas para que o pagamento fosse realizado, mas na data de vencimento não foram quitadas. O industrial foi até a empresa do comprador, acompanhado de seu advogado, onde fizeram uma nova negociação: a dívida seria paga por meio de um cheque da empresa. Quando o cheque foi descontado, novo problema: estava sem fundo e o industrial, mais uma vez, ficou sem receber. Mais uma vez, a vítima procurou seu devedor, que lhe repassou 15 cheques de terceiros, que seriam seus clientes. “Foi ele quem entregou vários cheques ao industrial. O advogado (do devedor) negociou tudo. Pela compra das botas eles pagaram R$ 76.965 com cheques de clientes de várias praças. A vítima foi consultá-los e descobriu que eram clonados”, disse o delegado Marcelo Rodrigues, que registrou o caso no Plantão Policial na quarta-feira. Ao descobrir que havia caído no golpe, o industrial procurou a polícia para denunciar o caso, que foi registrado como estelionato. O industrial resolveu então rastrear as botas vendidas e, para sua surpresa, 564 pares foram entregues em uma casa na Vila Santos Dumont, onde mora um funcionário seu, responsável pela negociação entre as duas empresas. O restante foi entregue em um escritório comercial na Vila Flores. Na ocorrência configuram como averiguados no golpe o empresário, que mora na Vila Nossa Senhora das Graças; seu advogado, morador no Bairro São José, e o vendedor responsável pela negociação, residente no Parque Dom Pedro. A polícia não descarta a possibilidade deste último ter intermediado o esquema de estelionato contra o próprio patrão.

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