Dois assaltantes, um deles armado de revólver, invadiram, na tarde de ontem, a sede da Calçados D’Calle, no Distrito Industrial, e mediante ameaças levaram dinheiro, talonários de cheque e cartões bancários que estavam guardados em um cofre da empresa. Não bastasse a violência, a ação dos ladrões prejudicou mais de dez funcionários, que estariam com os salários atrasados e receberiam ontem o dinheiro. Os proprietários não se encontram em Franca. A polícia foi chamada, mas não localizou suspeitos.
O roubo ocorreu minutos antes de a empresa começar a pagar. Os dois homens, um deles com um revólver em mãos, entraram na fábrica, dominaram quatro empregados do escritório e anunciaram o assalto. Segundo as vítimas informaram à polícia, os criminosos pareciam ter estudado a ação antes de executá-la. “Eles chegaram, renderam as secretárias e foram direto onde estava o cofre. O contador da fábrica foi obrigado a deixá-los pegar tudo. Levaram cheques, pouca quantia em dinheiro (em torno de R$ 600) e cartões, que seriam usados para sacar o dinheiro do pagamento dos funcionários”, disse o soldado Ferreira, da Polícia Militar.
A ação durou pouco mais de cinco minutos. Para a polícia, os bandidos possivelmente tiveram o caminho facilitado e informações de que o pagamento aconteceria ontem. Para fugir, segundo testemunhas, a dupla de criminosos usou um Corsa prata, com placas de Ribeirão Preto.”Eles ficaram sabendo do acerto dos funcionários e foram assaltar, mas deram o bote errado”, disse Ferreira, referindo-se ao pouco dinheiro vivo levado.
Segundo uma secretária da fábrica, os cartões bancários que seriam utilizados para sacar o dinheiro têm senhas e não poderão ser utilizados. Logo depois do assalto, um outro funcionário da empresa solicitou o bloqueio dos cartões. A sustação dos cheques também seria providenciada.
SEM DINHEIRO
Se a fábrica se resguardou de prejuízos, os funcionários terceirizados - todos de bancas de pesponto - continuarão aguardando o recebimento de seus salários por mais alguns dias. Como os donos da empresa não estavam ontem na cidade, um teria viajado para a Colômbia, o pagamento foi remarcado para a próxima segunda-feira.
Muitos ficaram revoltados com a situação. Uma delas é Iraci Ferreira, que chegou à fábrica instantes após o assalto, disse estar desnorteados. “Quando vi a polícia aqui, achei que era alguma confusão na fábrica, mas depois fiquei sabendo que justo hoje (ontem), no dia do pagamento, a fábrica tinha sido roubada. Tenho dois funcionários. O pagamento era para ter saído no dia 10”, disse a pespontadeira.
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