Integrantes das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), paramilitares e traficantes por todos os lados, atirando e aterrorizando, formam o estereótipo que habita o imaginário popular de quem pensa no cenário das cidades colombianas, como a capital, Bogotá. Mas, para quem prefere “pagar para ver” qual é a realidade, a recompensa pode ser um espetáculo da natureza, vibrante, romântico, aprazível e, o melhor, emoldurado pelo mar do Caribe. É o que diz o funcionário público Paulo Roberto Lopes Garcia, 28, morador em Batatais, que passou as férias de julho passeando pelas terras e águas multicoloridas da Colômbia.
País caribenho, a Colômbia está situada no ângulo noroeste da América do Sul, limitando-se a leste com o Brasil e a Venezuela, a oeste com o oceano Pacífico, ao sul com o Peru e o Equador, e ao norte com o mar do Caribe ou das Antilhas, que banham 1,6 mil quilômetros de sua costa.
Ao desembarcar no aeroporto El Dorado, a 15 quilômetros do centro de Bogotá, as primeiras surpresas já apareceram. Segundo Garcia, o tratamento simples e autêntico confere um charme a mais ao país. “Todos são muito receptivos. Senti-me senti bem à vontade em qualquer lugar. Não vi ou passei por nenhuma situação de medo ou desconfiança”.
Bogotá é uma metrópole agitada, com programação noturna intensa, restaurantes, bares encantadores e agenda cultural de fazer inveja em muitos países europeus. Mas não foi por lá que Garcia se instalou. Típico brasileiro, ele queria usufruir dos prazeres do mar e seguiu para a cidade Santa Marta. “Queria conhecer o mar caribenho e, dos países mais próximos banhados por ele, a Colômbia é o que oferece um custo menor. Fica a uma hora e meia de Bogotá (de avião).
A Venezuela ficaria mais caro pela economia do país, além de achar o lugar mais violento”, afirmou Garcia, ao comentar que fez um investimento total de R$ 4,5 mil para passar 15 dias viajando. “A passagem estava mais cara por ser temporada de férias, mas as coisas lá são baratas”.
Santa Marta é capital do departamento de Magdalena. “O lugar é muito bonito, com lindas paisagens e uma história muito interessante. Foi fundada em 1526, sendo a primeira cidade da América do Sul. É conhecida por suas praias e por ter sido freqüentemente atacada por piratas no início”, disse o turista.
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Garcia conta que a violência, com guerrilheiros e narcotraficantes, existe sim, mas não é tão explícita como a maioria das pessoas imagina. Nada comparável ao terror dos anos 90. A Colômbia de hoje está bem mais pacífica. As ações de mobilização da sociedade civil contribuíram para isso e continuam acontecendo. Garcia entrou no clima. “Participei da marcha em favor dos seqüestrados das Farc, que foi no Dia da Independência, conquistada por eles em 20 de julho de 1810. Todos vestiam roupas bem coloridas, com as cores do país e camisetas de protesto. Foi feita uma campanha para uma marcha mundial”.
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