Como passar na temível prova da Ordem dos Advogados?


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O exame da Ordem dos Advogados do Brasil é um marco na vida de todo bacharel em Direito. A prova é considerada uma das mais difíceis, com reduzidos índices de aprovação registrados nos últimos anos. Na edição mais recente realizada no Estado de São Paulo, de número 136, passaram 2.918 candidatos, o que representa 18,23% dos 16.594 inscritos. Contatada, a OAB de Franca não soube informar o índice de aprovação local no processo seletivo. Contudo, esperar o sucesso cair do céu não adianta. Os candidatos devem ficar atentos, até porque o próximo exame, a 137ª edição, está chegando (veja mais detalhes de inscrições e provas no quadro). Enquanto o dia “D” não vem, o jeito é ir se preparando. Durante todo o ano, diversas escolas da cidade realizam cursos preparatórios específicos, com duração de três a quatro meses, e centenas de candidatos, que se graduaram ou estão para se formar em Direito, lotam as salas de aula para aprofundar seus conhecimentos. Segundo Samanta Renata da Silva, da Marcato Cursos Jurídicos, dos 100 alunos matriculados 30 estão se preparando para o exame da Ordem. “Deste número, 70% ainda estão na faculdade, inclusive alguns universitários do quarto ano”, disse. A francana Érica Prieto Alves Dutra, 32, ainda está comemorando a aprovação no exame cujo resultado foi divulgado semana passada. A tranqüilidade é um dos pontos fortes para ir bem na prova, de acordo com a nova advogada, que não desistiu mesmo não tendo passado na primeira vez. “No concurso de número 135, realizado em fevereiro, não passei na primeira fase por um ponto. Me descontrolei um pouco com o tempo. Na segunda tentativa, foi mais tranqüilo. Passei na primeira fase com 61 pontos e fui aprovada com uma peça de Direito do Trabalho”, disse. Ela recomenda estudar por pelo menos um período de quatro horas por dia e ter calma para prestar atenção nas questões e no tempo. “Um erro meu foi não ter feito cursinho preparatório no último semestre de faculdade, achei que não ia dar conta. O cursinho é muito válido, tem que se esforçar para fazer sim, vale a pena”. O estudante Lucas Pinto Miguel, 22, do quinto ano da Faculdade de Direito de Franca, já está na corrida. Nos últimos dias, ele tem estudado cerca de oito horas por dia, além de fazer faculdade de manhã e estágio. “Está cansativo, mas dá para conciliar, porque um curso complementa o outro”, relata. Para se preparar, tem feito simulados e utilizado relações mnemônicas - uso de associação de idéias - para guardar conceitos. “Costumo usar frases e palavras que resumem uma classificação inteira. Além disso, na prova pretendo dar ênfase às questões que sei e deixar as que teoricamente eu erraria para o final”.

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