O continuísmo no comando da Associação Atlética Francana foi a opção escolhida pelo presidente do conselho deliberativo, Gabriel Afonso Mei Alves de Oliveira, para o futuro do clube. Ontem à tarde, ele impugnou a chapa da oposição, liderada por Cláudio Roberto Silva, o Claudinho, que oferecia ao clube patrocínio da Finta, parceria com o Santo André e R$ 300 mil cotizados entre empresários que o apóiam. Por aclamação, José Servino Braga foi mantido no cargo no biênio 2009/2010.
Estes dois próximos anos não serão fáceis. Braga tem até o próximo mês para saldar uma dívida declarada de mais de R$ 110 mil, contraída nesta temporada. Além disso, precisa de recursos para montar um time e disputar o Paulista da Série A-3 de 2009. Ontem, após ser aclamado, o presidente assumiu não ter recursos (leia mais no Caderno Esportes) e que deverá pedir um empréstimo a integrantes do grupo que o apoiou.
Gabriel Afonso já havia declarado apoio a José Braga há duas semanas quando houve tentativa de prorrogação de seu mandato em uma reunião dos conselheiros esmeraldinos. A proposta foi então negada pelos conselheiros. Na ocasião, Gabriel Oliveira explicou porque apóia José Braga. Para ele, só o atual presidente teria condições de levar adiante a negociação da venda do patrimônio da Francana, avaliado em cerca de R$ 7 milhões. A liquidação do terreno e construções existentes no Centro de Franca seria usada para saldar a dívida do clube, orçada em cerca de R$ 4,5 milhões.
"O José Braga vem trabalhando exaustivamente na venda do patrimônio e isso tem muitos detalhes pessoais, por exemplo, o contato com o prefeito (Sidnei Rocha/PSDB). Aqui dá um condomínio maravilhoso. É um patrimônio que também interessa a grandes empresas", disse Gabriel Oliveira no dia 4 deste mês, em entrevista gravada.
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Na assembléia geral, realizada ontem com a presença de 35 conselheiros, a eleição não aconteceu porque a chapa de oposição “Rumo ao Centenário 2012” foi declarada irregular. Um dos membros não era sócio, no caso Cláudio Roberto. Só que o presidente do conselho tem poderes para validar candidatos suspeitos de irregularidades, de acordo com o estatuto, e exigir regularização logo após a eleição. Tal expediente já foi utilizado em anos anteriores. Desta vez, Gabriel decidiu pela impugnação. Caso houvesse outro candidato, haveria eleição.
O próprio Gabriel Oliveira passou por isso. Na eleição para o mandato 2005/2006, um documento não-oficial indicando a relação de conselheiros para o pleito indicava que José Servino Braga, Gabriel Afonso Mei Alves de Oliveira e outras 26 pessoas, então apoiando a candidatura única de José Lancha Filho para presidente, entraram para o conselho deliberativo sem serem sócios. Naquela eleição, todos os donos de cargos eletivos do clube, incluindo o Conselho Deliberativo, renunciaram. Após um rápido procedimento, Gabriel foi alçado à presidência do órgão, mesmo não sendo sócio da agremiação. Ontem, o procedimento não foi aceito.
A proposta de Cláudio Roberto era de parceria com o Santo André, patrocínio da empresa de material esportivo Finta e a promessa de cotização de R$ 300 mil para a Série A-3 de 2009, dinheiro vindo de um grupo de 20 empresários.
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