O Comad (Conselho Municipal Anti-Drogas) começa, nesta semana, a fiscalizar as comunidades terapêuticas de Franca e região. O objetivo é identificar as formas de atendimento e as condições de infra-estrutura dessas casas que trabalham na recuperação de dependentes químicos. A primeira vistoria acontece na quarta-feira.
A expectativa do Comad é que oito instituições sejam visitadas em Franca, Cristais Paulista, Patrocínio Paulista e nas cidades mineiras de Ibiraci e Claraval. A partir do dia 17, as visitas devem acontecer em duas comunidades por semana. “Temos conhecimento de oito comunidades terapêuticas, mas esse número pode ser maior ou menor. A fiscalização também ajudará nesta identificação”, disse Eliana Justino, presidente do Comad.
A fiscalização será feita por uma comissão formada por cinco membros representantes das áreas de saúde, educação, assistência social, do conselho e do abrigo municipal. “São pessoas que conhecem a problemática da dependência química e poderão fazer uma avaliação das situações a serem encontradas”. As Vigilâncias Sanitárias e as Secretarias de Saúde dos municípios com casas de recuperação ajudarão no trabalho.
Eliana disse que a intenção não é atrapalhar o trabalho dessas instituições e, sim, oferecer apoio para a regularização das atividades. “Queremos que elas trabalhem na regularidade e ofereçam atendimento digno, não sirvam apenas como um local de abrigo para os dependentes”.
Na vistoria, serão levantados o número de atendidos, quais áreas da saúde são trabalhadas, quantos profissionais acompanham os atendimentos, os exames feitos, se há um cronograma e as condições das instalações. Em setembro, o Comércio denunciou uma casa de recuperação que funcionava clandestinamente (sem alvará) em Cristais Paulista. No local, eram atendidos 27 ex-moradores de rua e viciados em drogas. Eles dormiam numa pequena casa de telhas e janelas quebradas, alguns inclusive no chão. Nada foi feito a respeito.
Caso alguma entidade for encontrada em condições subhumanas e não haver como recuperá-la, o Comad terá autoridade para lacrá-la. “Vamos esgotar todas as possibilidades antes, pois essa fiscalização é de monitoramento e organização”, disse Eliana.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.