Discussão sobre CDP começou em 2005


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A construção do CDP começou a ser discutida há três anos, quando o então governador Geraldo Alckmin (PSDB) prometeu construir um centro de detenção na cidade. A expectativa sobre uma nova unidade prisional ganhou força em fevereiro de 2006, quando o promotor Joaquim Rodrigues de Rezende solicitou a interdição da Cadeia Pública de Franca. A Prefeitura doou então a área para a construção da unidade, na fazenda municipal Pouso Alto, no City Petrópolis. Houve, no entanto um entrave devido à proibição de construções no terreno por questões ambientais. Era necessário mudar a lei para que a obra pudesse sair do papel. A solução foi enviar um projeto para a Câmara, que isolou o local onde será construída a penitenciária. O terreno, na prática, foi desvinculado da área protegida pela legislação ambiental do município. O próximo passo seria a licença da Secretaria do Meio Ambiente, que também teve um processo moroso, só terminado em abril deste ano. Mas faltava ainda a novela que se transformou o processo licitatório. Em junho, cinco meses após a licitação ser iniciada, a empresa vitoriosa, a Construtora Beter, desistiu, alegando que o aumento do preço dos materiais de construção inviabilizava a obra. Em setembro, data em que a vencedora de uma nova licitação seria divulgada, uma das empresas concorrentes entraram com recuso, questionando a qualificação de uma das companhias que iria concorrer. O nome da empresa vencedora, a Consladel Construtora e Laços Detetores e Eletrônica, foi divulgada só no fim de outubro, quando as obras começaram.

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